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terça-feira, maio 13

Vidas esquecidas - o hospital psiquiátrico Worcester

Fonte Fonte Fonte

Cupinchas!
Em 1949, o fotógrafo Herbert Gehr, contratado pela revista LIFE, visitou o Worcester State Hospital (Hospital Estadual de Worcester) para captar, através de sua câmera, como viviam os pacientes e que tipos de terapia estavam recebendo para melhorar ou recuperar os pacientes de suas doenças mentais...

Confira também: Vidas esquecidas - As malas abandonadas do centro psiquiátrico Willard

Continua adaptação:

"Assim como fez Alfred Eisenstaedt na década anterior, Gehr registrou impactantes imagens daquelas pessoas e dos tratamentos curiosos e em algumas ocasiões, humilhantes e desumanos à que eram submetidas a fim de obterem a sua cura.

Antiga imagem do Worcester State Hospital


Em 1833, nas belas colinas de Worcester, Massachusetts, EUA, foi inaugurado o Bloomingdale Asylum, o primeiro hospital psiquiátrico de Massachusetts. Em meados do século 19, a superlotação em que viviam os doentes mentais, obrigou a construção de um hospital maior na mesma zona: o Worcester State Hospital.
A construção desse novo hospital foi iniciada em 1870 e terminou sete anos depois. Foi desenhado pelo arquiteto George Dutton Rand, seguindo o Plano de Kirkbride*.

O Worcester State Hospital em 2006

*(O plano de Kirkbride designa os edifícios Kirkbride, que são uma tipologia arquitetônica própria de edificações para acolhimento de doentes mentais construídos nos EUA na segunda metade do século 19.
Kirkbride Plan
De acordo com o doutor Thomas Kirkbride (1809 - 1883), a construção de edifícios destinados a receberem os doentes, teriam uma influência direta sobre a qualidade das curas dos pacientes.

Segundo essa filosofia, a do tratamento moral, a saúde mental dos dementes melhoraria aplicando neles, um tratamento humano e internando-os em locais ensolarados e confortáveis.

Kirkbride considerava que as instalações em que vivessem os doentes exerciam um efeito curativo e portanto, as habitações deveriam ser amplas, iluminadas, bem ventiladas e decoradas com bom gosto.
A beleza dos edifícios e o respeito para com os pacientes permitiriam que estes se recuperassem e pudessem voltar a integrar a sociedade. NDT. rusmea.com)

A torre do relógio

No princípio, o Worcester State Hospital, cumpriu os requisitos requeridos para conseguir o bem-estar que Kirkbride queria proporcionar aos doentes mentais. Inclusive, chegou a desfrutar de grande prestígio e popularidade. Uma curiosidade digna de nota, é que este hospital psiquiátrico foi visitado por Sigmund Freud em 1909, durante uma viagem a América.

O salão Hooper

No entanto, à medida que aumentava o número de pacientes, a sua qualidade de vida ia se deteriorando. Além disso, como em tantos outros hospitais psiquiátricos, foram introduzidos no Worcester State Hospital, todos os tipos de terapias de choque, assim como a lobotomia ou o choque insulínico.
Em um estudo de 1949, dois terapeutas do Worcester faziam referência aos resultados clínicos da lobotomia pré-frontal em 100 casos de esquizofrenia.

Vista interna do iluminado salão Hooper

O Worcester foi mantido em funcionamento até o ano de 1991, mas no dia 22 de julho daquele ano, um espetacular incêndio envolveu o lugar em chamas, fazendo ruir quase todos os tetos.
Só alguns setores não foram afetados. Em 2008 foi ordenada a sua demolição, com exceção da torre do relógio e o prédio da administração, que se manteve intacto ao incêndio.

Mulher sentada sozinha em um quarto, tendo os seus transtornos mentais estudados no hospital.

Um dos tratamentos que recebiam os pacientes, consistia vendar os seus olhos e girá-los em uma cadeira pendurada do teto.

Na sauna, os doentes deviam ficar sentados em cadeiras especiais, que permitiam recolher em um recipiente o suor, com o objetivo de um posterior estudo.
Paciente recebendo electrochoque
Alguns desses tratamentos poderiam ter conseguido importantes recuperações dos pacientes. 
Por exemplo, a eletroconvulsoterapia melhora as fases agudas da esquizofrenia. Também parece funcionar nas depressões muito profundas, principalmente quando há tendências claras ao suicídio. Mas apesar dos efeitos positivos de algumas dessas terapias, com frequência eram mal aplicadas resultando perigosas, humilhantes e desumanas. Além disso, esses tratamentos geravam um distanciamento e ausência de comunicação entre o doente e o médico.
Esta jovem estava recebendo uma terapia de choque insulínico.
O tratamento empregado, geralmente com esquizofrênicos, consistia em administrar insulina até conseguir um coma hipoglicêmico durante 15 a 60 minutos. A terapia costumava durar aproximadamente 60 dias.

Os choques de insulina faziam com que os pacientes esquizofrênicos melhorassem. Mas esse tratamento podia provocar a cegueira ou inclusive a morte.

Inquietante imagem de um paciente submetido à terapia de coma insulínico.
Um paciente em repouso, sendo monitorado, mostra uma ligeira perda de umidade da pele.
Paciente recebendo um tratamento no hospital psiquiátrico.

Terapeutas e pesquisadores do hospital fotografados por Herbert Gehr.





Nas seguintes imagens, os pacientes dançam em um grande salão do hospital.

Chama a atenção o clima de normalidade...
 ...Que se nota nestas curiosas fotografias de Herbert Gehr.
Uma paciente ergue uma mesa no hospital.
Pesquisas, tratamentos bioquímicos e afins no hospital Worcester"



Criaturas Silenciosas...
Por Tom Kirsch do site opacity:

"Fiquei muito surpreso quando vi o hospital pela primeira vez em pessoa...O prédio da administração, com a torre do relógio, me pareceu um pouco estranho, com um ambiente um tanto pesado. A inspiradora fortaleza possui uma presença que causa temor.


Os detalhes eram incríveis e as enfermarias não eram menos que prisões e de fato, suas janelas possuíam barras de ferro grossas e pesadas.


Dentro das instalações, o interesse aumenta... 
Um porão cheio de aparelhos eletrônicos antigos nos mantiveram ocupados por algum tempo. Em seguida, entramos em um corredor amplo de azulejos que nos deixou animados com... 


Salas cirúrgicas? Necrotérios? Não...Mas um monte de pequenos bancos...Muito estranho. 
Houve um momento em que eu fiquei na parte de trás de uma grande sala, admirando por alguns minutos, tentando compreender o que eu estava vendo...

Era um quarto de banhos gigante, com cerca de vinte boxers e no centro havia uma zona vedada com mostradores de temperatura d'água. 
Essencialmente, um local onde os pacientes possivelmente eram banhados em massa...

Talvez o hospital estivesse super-lotado e com falta de funcionários, mas eu simplesmente não me senti bem com o que vi.


O Worcester foi o primeiro hospital que visitei, onde eu senti um forte sentimento de tristeza. Fizemos o caminho lá em cima, e exploramos as alas vazias, constantemente nos esquivando de morcegos voando em nossos rostos. 


Parece que o corpo de bombeiros chegou a utilizar alguns dos quartos para treinamento, alguns são labirintos em que é preciso rastejar na escuridão... Haviam algumas armações de camas abandonadas e alguns objetos diversos, mas o lugar era muito bonito e enormemente vazio.

Alguns aparelhos interessantes no porão...

Fabricado pela Leeds & Northrup, este dispositivo de gravação remonta provavelmente, a década de 1930.
À estas latas foram anexadas polias com uma correia frisada e possuíam conexões de mangueiras na parte inferior...

Outro produto fabricado pela Leeds e Northrup ... parece a parte de uma extensão.

Uma pequena caixa de madeira cheia de teias de aranha...

Se pode ler nos medidores aqui: 'York Ice Machinery Corporation'. A empresa só passou a ter esse nome entre os anos de 1927-1937. Eles fizeram muitos produtos de ar condicionado. Os medidores são de duas leituras, um para a pressão de vácuo e um para a temperatura do freon.

Haviam quatro medidores de temperatura à esquerda, cada um tinha um buraco na frente dele, presumivelmente onde estavam os botões de controle. 


Uma portinhola de madeira com vidro. 
Eu acho que isso estava ligado a um duto na parte de trás... talvez usado para o ar condicionado ou ventilação.

Este corredor de azulejos é um beco sem saída e possui vários bancos enfileirados..


A barbearia estava próxima à uma outra sala do porão.
Um piano antigo da década 1970 entre móveis desprezados.
Muitas partes do hospital ainda possuíam alguma antiguidade ou características originais.

Uma altar caído."

Imagens:


























As 100 ruínas do rusmea.com

http://www.rusmea.com/2014/04/as-100-ruinas-do-rusmeacom.html
Abrax

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