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terça-feira, março 4

Ruínas da usina elétrica a óleo de Shinnashigo

Fonte

Cupinchas! Riso For 
Compartilho com vocês esta exploração à uma usina elétrica abandonada que fica próximo das ruínas do assentamento abandonado de Ashio e da planta de beneficiamento de minérios de Tsudou na Província de Tochigi, Japão Riso For 

Segue adaptação:

"Existem várias instalações que contam a história da mina de Ashio e entre elas está a usina elétrica a óleo de Shinnashigo, logo ao lado da planta de beneficiamento de Tsudou. 
Estas ruínas eram de uma usina de energia movida a óleo combustível e sua finalidade era a de ser um equipamento de abastecimento elétrico de emergência, inaugurada em 1915 (Taishou ano 4). Na época era tida como uma grande usina de geração de energia, mas no pós-guerra em 1954 (Showa ano 29) ela foi desativada e assim mantida até os nossos dias.



Olhando bem as suas paredes, se nota algumas manchas de tinta. 
Acontece que na época da guerra, a construção foi pintada com esses padrões para camuflar a usina, em uma tentativa de evitar ataques aéreos. Não se sabe porquê usaram tinta preta para criar essas marcas, e apenas suspeito de que haviam redes esticadas sobre a construção em conjunto com as pinturas para melhor camuflar o prédio.
Segundo os arquivos da mina de Ashio, a usina era um bem estratégico imprescindível e portanto, havia uma prioridade em protegê-la de ataques.
Eu me aproximo. 
A construção está muito envelhecida e percebo a atmosfera característica que se sente em construções de antes da guerra.
Não é uma cruz vermelha...
É o símbolo de prevenção de acidentes industriais.
Do outro lado também há uma cruz. 
Nesta se pode ler as letras de 'Segurança' ("Hoan"), que hoje em dia foram substituídas por 'Segurança em primeiro lugar' ("Anzen Daiichi" NDT. rusmea.com)
Vista da construção a partir da central de energia elétrica de Tsudou.
A porta que leva da central elétrica de Tsudou à usina de Shinnashigo.

Não se pode entrar por aqui, mas se pode ver o interior da construção.
A visão é realmente maravilhosa o que aumenta as minhas expectativas.
Dando a volta pela lateral da construção, me dirijo à porta de entrada da usina.
Olhei para cima e avistei uma janela...

...Que está quebrada aqui e ali mas, transmite uma linda expressão.

Na lateral há uma pequena entrada, mas não dá para entrar por aqui...
Finalmente terminei de dar a volta no prédio e cheguei até a entrada. 
Vendo assim de perto, sinto a força da sua presença.
Abri um grande portão de madeira e adentrei a construção.
A beleza interna destas ruínas, foram muito além das minhas expectativas.
Ah...O lugar é um espaço de belas ruínas até onde a visão alcança...
Eu costumo chamar este momento de 'Objetivo Máximo Alcançado'. 
É o exato instante em que sinto uma felicidade extrema.
Isso me faz repensar com muita intensidade, que o universo dos lugares abandonados é imenso.

Quando penso que um lugar como este é o máximo, que não existe lugar superior a este, logo em seguida descubro outra ruína ainda mais impressionante...
...Ao mesmo tempo que esse fato torna a exploração a lugares abandonados tão interessante, o que também nos faz procurar por belas ruínas espalhadas ao infinito, isso faz da atividade algo bastante difícil.

Olhando para o teto, vejo um guindaste que sem dúvida nenhuma, é de antes da guerra.
O controle do guindaste pendurado por um cabo. Olhando os dispositivos de controle, tenho a certeza de que se trata de algo bastante raro. (Botões de controle de guindastes no Japão, possuem caracteres com os pontos cardeais, além dos botões "Para cima" e "Para baixo". No caso deste controle, são pequenos dispositivos semelhantes a gangorras, demarcados por esses caracteres. De baixo para cima se lê: Norte, Sul, Oeste, Leste, Baixo e o correspondente para Cima está faltando. NDT. rusmea.com)

A luz adentrou as ruínas e o aspecto do interior mudou drasticamente.
Não canso de repetir que ruínas são seres vivos.
Seu 'rosto' vai mudando conforme as circunstâncias.
Esta usina elétrica de Shinnashigo também muda a sua face a todo momento, alterando completamente o seu ambiente.
Tudo é tão lindo que se poderia chamar este lugar de museu de arte.
Sem dúvida que belas ruínas são um gênero de arte (Aí forçou um pouco manolo! Riso For rusmea.com), onde a natureza, o tempo e o espaço mostram a verdadeira beleza da história e das circunstâncias de uma construção. 
É um grande espetáculo que me faz muito contente apenas por estar aqui.
Com efeito, as molduras dessas janelas são apaixonantes.

Uma latinha de café de época.
Colunas e molduras de janelas. 
Não canso de ver.
Neste lugar há um subterrâneo. 
O interior é escuro e não me foi possível entrar.
Peças daquele tempo que com o musgo do piso, vão aos poucos se tornando um só.
Uma engrenagem.
Existindo como se estivesse suplicando por algo.
Existe também um segundo andar, mas o piso está tão deteriorado que impossibilita o acesso.
Um interruptor de luz.
Até as lâmpadas são assim de maravilhosas.
As atrações destas ruínas são intermináveis.

Sem dúvida, são por demais incríveis.

Vasculhando o lugar, percebo que lá fora o sol se põe.

No entanto, mais uma vez um raio de luz forte adentrou este local.
A luz do sol mostra uma outra face das ruínas.

A expressão correta para descrever é: Divino.
Quando me preparava para deixar o lugar para trás, senti que o deus das ruínas havia me dado um presente...
As palavras não são mais necessárias.
Após um momento de silêncio, decido ir embora com o coração tranquilo."

A mina de  cobre de Ashio esteve em operação desde o ano de 1600, quando era propriedade do Shogunato Tokugawa.
Naquele tempo, tinha uma produção anual de 1500 toneladas, ainda que esse volume logo declinou e a mina foi fechada em 1800. Em 1871, passou a ser propriedade privada, logo após o impulso da industrilização durante a restauração do período Meiji. Em 1877, passou a ser propriedade De Furukawa Ichibei e até os fins de 1880, sua produção havia aumentado de forma dramática, alcançando 4090 toneladas durante 1885, representando 75 % de toda a produção das minas de propriedade de Furukawa e 39 % de toda a produção de cobre do Japão. A mina produziu uma séria contaminação até a década de 1880 e em 1907 houve importantes revoltas de mineiros.

A mina de Ashio foi definitivamente fechada em 1973.


http://www.rusmea.com/2013/10/o-assentamento-abandonado-da-ashio.html

Abrax

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