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quinta-feira, janeiro 23

O asilo abandonado de Pennhurst

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Cupinchas!
O Asilo de Pennhurst foi aberto ao público no ano de 1908 em uma zona conhecida como Crab Hill, na cidade de Spring, Pensilvânia, (USA). O primeiro edifício começou a ser construído em 1903 e o último do complexo em 1921...

Segue adaptação:

"Sua finalidade era dar um lar aos incapacitados físicos e mentais e ajudá-los em sua reabilitação. Mas a linha da loucura é muito fina e logo começaram a catalogar como 'internável' a todo aquele que saía da normalidade.

Não era um bem um asilo, mas sim, um 'hospício', ainda que eles preferissem chamá-lo de escola com hospital...
Era uma instituição muito avançada para a época. Em princípios do século 20, a crença de que a mente humana era capaz de curar qualquer tipo de doença, estava muito difundida. O complexo hospitalário englobava uma área de 1.400 hectares e vários edifícios, totalmente auto suficientes. Um lugar lindo na 'Colina da Cidade da Primavera'.
No começo, recebeu o nome de Instituição Estatal do Leste para os 'Débeis Mentais e Epilépticos'.
Possuía o seu próprio corpo de bombeiros, armazém, barbeiro, uma planta geradora de eletricidade e propriedades para abastecimento de comida. Uma ampla biblioteca, um estúdio de arte, teatro, ginásio, sala de jogos, uma capacidade para 3.500 internos e um hospital com 300 camas e dois cirurgiões de prontidão.
Os edifícios estavam unidos por galerias e cada uma tinha o nome de uma cidade do Estado da Pensilvânia.
Neste lugar atendiam tanto a pessoas com retardo mental, principalmente crianças, assim como os que padeciam de epilepsia, problemas motores, malformações físicas e inclusive crianças superdotadas, que eram muito conflitivas para a época. Com o tempo, era possível enclausurar no asilo, a qualquer pessoa que causasse problemas ou fosse considerada 'não normal' para a sociedade.
Em poucos anos, o lugar começou a ficar pequeno e os pacientes mal-atendidos. Como todas as utopias, elas acabam quando se acorda...O asilo foi fechado em 1983.
Os pacientes eram em sua maioria jovens e em coro se referiam a eles como 'as crianças', ainda que entre os pacientes houvessem pessoas de 70 anos. Para distinguir entre eles, havia uma divisão em três grupos: 
Retardados entre os de 70 e os de 50 anos, Imbecis entre os 49 e 20 anos e os idiotas com menos de 20 anos. 
Ainda que pareçam insultos, essas palavras eram termos médicos da época que mais tarde sim, se tornaram palavras utilizadas para insultar, no qual, devido a isso, o nome das categorias foi modificado e passou a ser Deficiência mental leve, moderada, severa e profunda.


O objetivo da instituição era a reabilitação de todos os internos, mas requeria de grandes meios. Só em pessoal qualificado para proporcionar uma atenção médica, terapêutica, educativa, higiene pessoal, troca de fraldas, dar de comer, assistência para caminhar, sem contar com a manutenção do complexo em si, era preciso arcar com cifras em salários que não podiam cobrir. 
Se viram esmagados pela quantidade de internos e começou a superlotação.
Os doentes eram muitos, os salários muito baixos, as horas de trabalho excessivas e as condições péssimas. Em 1946 eram apenas sete médicos para atender a 2.000 pacientes chegando aos 3.500 em 1955. Naqueles anos, instituições como essa, já não tinham a função de curar, mas sim de enclausurar, isolar da sociedade e esse isolamento todos sofriam, tanto doentes como funcionários devido ao ambiente que mais parecia um pesadelo.
A maioria dos doentes passava o dia em berços, incapacitados de se locomoverem, se relacionarem ou inclusive falar ou se alimentar por si próprios. 
Requeriam muitos cuidados e uma grande demanda de pessoal qualificado, mas contavam com cada vez mais doentes e menos recursos. 
Aquele que não pudesse contar consigo mesmo, acabava por ficar dias abandonado em seu berço...
Os edifícios que foram construídos com finalidades terapêuticas foram ficando abandonados porque não havia pessoal para trabalhar neles e não eram uma prioridade, porque o orçamento diário necessário para manter à cada paciente não era o suficiente, chegando inclusive, a não cobrir as necessidades básicas de um grande número deles.

Em 1977, a instituição foi apontada como culpada de violar os direitos humanos. 
Os abusos, surras, períodos de isolamento, abandonos e canalhices por parte dos funcionários foram denunciados. 
Um documentário de 1968 gravado por Bill Baldini da NBC com o título de 'Suffer The Little Children', iniciou o escândalo.
Transladaram os pacientes a outros lugares, após encontrá-los em estado deplorável. Os edifícios foram abandonados com exceção do prédio central, que foi utilizado como hospital de veteranos de guerra. 
Em 1987, foi fechado definitivamente.

Na atualidade, o asilo segue abandonado, enquanto decidem ao quê dedicá-lo. 
Se misturam as possibilidades de convertê-lo em uma casa de atrações de terror, celebrações de festas de Halloween, reuniões de caçadores de fantasmas e outras várias tolices. 
Quando o real terror, foi vivido de verdade pelos internos. 
Mais um exemplo do quão absurda pode chegar a ser a sociedade...
Entre as muitas 'medidas' que dominavam este lugar, existia a de extração de dentes. 
Quando uma 'criança' mordia a outra (Já vimos que o termo 'criança' era utilizado para denominar até os de 70 anos), lhe era dado um aviso e se voltasse a morder, lhe eram arrancados todos os dentes.

De casa terrível à casa do terror... Mais uma ironia da sociedade...
Não foi criado para ser um hospital psiquiátrico, mas acabou se tornando um. 
É difícil não adoecer entre estas paredes, bonitas sim, mas o ambiente não acompanha...
Também foi utilizado como depósito de armas e restaram algumas.

Havia pouco espaço para guardar os cadáveres...

Todo o complexo está unido por corredores que curiosamente, não são subterrâneos, estão ao nível do solo, ainda que não possuam janelas.
Até os bonecos precisam comer sozinhos...

A verdade é que a casa principal era muito bonita.
Uma passagem para o edifício do corpo médico.

A sala de jogos em um dos porões, inundada.

Nem todas as crianças eram incapacitadas. 
O que dá mais medo ainda...Estar consciente do que te rodeia...
Embaixo do teatro estava o ginásio. 
Este edifício foi um dos primeiros a ser abandonado.
Painel de comandos da sala de radiologia.

Um curioso cartaz na sala de raios-x, mostra o esqueleto de um feto. Durante uma época havia a tendência de esterilizar os pacientes.
Estava de moda a eugenia, mas ainda assim há depoimentos de gravidezes suspeitas, mas não de nascimentos.

Uma bonita habitação azul no pavilhão médico.

As salas de cirurgias têm azulejos azuis. 
Seria este um botão para electrochoque? 
Não.
Era para regular a intensidade das luzes da sala cirúrgica. 
Ainda que dar descargas no cérebro era uma terapia muito difundida nos hospitais psiquiátricos da época...

Banheiros sem portas nem privacidade, para que os pacientes não se enforcassem nem se cortassem com pedaços de azulejo.
Banheira de fácil acesso. 
É um pouco estranho que o ralo (O cano que aparece na parte externa da banheira) de saída d'água não se encontre sob o solo.

A ducha é mais fácil de usar, mas o quarto de banhos é estranho...

No dormitório comum, as camas eram colocadas muito próximas para caberem mais internos. Alguns até dormiam no piso. 
Eram diferenciados o pavilhão dos homens e o das mulheres.
Naturalmente que pessoas morriam e eram enterradas nas proximidades. 
Algumas sepulturas possuem apenas um número na lápide...

Uma vista do complexo.
A recepção.
Se entrava por aqui, mas não se saía..."
Documentário de 1968 gravado por Bill Baldini da NBC com o título de 'Suffer The Little Children', citado nesta matéria e recomendado:

Abrax

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3 comentários:

Noite Sinistra disse...

Mais um belíssimo lugar abandonado...e mais uma belíssima postagem manolo!!!

Rus mea disse...


Achei esse lugar assustador...OO'

Arigatou pelo comment^^

Abrax^^

Jean Coutinho disse...

Acho que o que está do outro lado não pode se manifestar a esse nosso plano!