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segunda-feira, outubro 14

Дятлова - Passo Dyatlov - a montanha dos mortos parte 3 - final

Fonte

Cupinchas!
Terceira e última parte de Дятлова - Passo Dyatlov - a montanha dos mortos.

Parte 1
Parte 2
Parte 3
Segue adaptação:

"O relatório desclassificado.

(AVISO! CONTÉM IMAGENS QUE PODEM FERIR A SENSIBILIDADE DO LEITOR!)

Em princípios do ano 2000, um grupo de 9 estudantes da Universidade Politécnica, sob a supervisão de uma equipe de resgate, reconstruiu os fatos da noite de primeiro de fevereiro de 1959 que ocasionou a morte dos nove esquiadores da equipe de Dyatlov, seguindo seus passos pelo aclive de Kholat Syakhl. Apesar da neve que cobria todo e ser de noite, nenhum dos participantes encontrou com algum obstáculo perigoso, não sofreram contusões nem cortes importantes. Segundo puderam comprovar, os estudantes não tiveram nenhuma dificuldade para localizar os membros na ladeira da montanha. Nenhum dos membros do grupo perdeu o contato vocal nem visual, que foi constante entre todo o grupo à todo momento.
Não encontraram nenhuma explicação para as nove mortes.

Foi feita uma super-exposição da primeira fotografia da localização da barraca, com o vale no ano 2000. Não haviam muitas mudanças, salvo a estação do ano. A linha vermelha mostra o caminho que seguiram os esquiadores, baseado nas 'impressões de coluna' dos pés descalços de pelo menos, oito pessoas encontradas. A zona delimitada pelo círculo vermelho na imagem acima, mostra a área em que localizaram os nove corpos.

Mapa de Ecaterimburgo.

Relatório sobre os cortes da barraca.

A lona é grossa, não teria sido mais fácil cortar as amarras que fechavam a barraca do que cortar ela própria?


As marcas do tecido mostram que os cortes foram realizados a partir do interior.


A barraca segue sendo o maior mistério sem solução do caso e a que menos provas úteis proporciona. Ao localizá-la, todos tinham a esperança de encontrar a equipe com vida, no entanto, o seu interior não foi investigado como deveria. Não foram feitas fotografias, foram separados os objetos pessoais para entregá-los aos familiares, o diário do grupo apareceu, mas desapareceu o de Zolotariov. Não foi feito um inventário preciso.

Depois da barraca, encontram o lugar onde conseguiram acender uma fogueira. Com a lenha húmida, o vento e o nervosismo da fuga, era muito difícil acender um fogo. Mas a essas alturas, já estavam conscientes de que se estavam morrendo de frio. Houve uma tentativa desesperada de arrancar galhos, por Doroshenko e Krivonishenko, até o ponto de ferirem as suas mãos. Seus corpos começavam a enrijecer, pelo jeito que se penduravam dos ramos e tentavam arrancá-los com seu peso. Um imenso esforço como esse e sofrendo com uma hipotermia de primeiro grau, acelerou as suas mortes. Foram os primeiros a aparecer, juntos e cobertos com pouca neve.

Doroshenko e Krivonishenko.

O RELATÓRIO FORENSE DOS CORPOS:

Yuri Doroshenko (Юрий Дорошенко) é o mais próximo da fotografia e se encontra de barriga para cima, com os braços na altura da cabeça, sinal de que teria sido arrastado. Foi identificado pela sua altura, 1,80 m. Era o mais forte dos nove e casualmente um dos primeiros a morrer. Saiu da barraca em boas condições, porque as impressões de uma pessoa alta que caminhava com passo firme se distingue claramente. Vestido com uma calça de lã, calças curtas sobre essas, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa e colete. Nos pés um par de meias de lã. Sem calçados. Nas calças foram encontradas restos de lágrimas e a meia do pé esquerdo estava parcialmente queimada.

Sobre as lesões que apresentavam o corpo: Presença de sangue na boca, nariz e ouvidos. Danos no braço direito na altura do ombro: Hematoma de 2 centímetro na axila, abrasões de 2 a 1,5 cm (Isto quer dizer que cobre uma superfície de 2 x 1,5 cm de área, dentro da qual estão os danos) na parte interna do ombro não há sangramentos, mas haviam dois cortes na pele.

Marcas de golpes acimas do antebraço direito (sob o cotovelo) de coloração marrom-avermelhada entre 4 a 5 cm.
A pele dos dedos de ambas as mãos estavam arrancadas e estas apareceram no tronco da árvore sob a qual foram encontrados os corpos.
Machucados em ambas as pernas (abaixo dos joelhos).
Marcas de congelamento no rosto e orelhas (que em volta, a pele tem um tom marrom escuro-negro)

Na bochecha direita, havia a descarga de líquidos cinzentos espumosos procedentes da boca. Este líquido costuma aparecer em caso de compressão do tórax.
A conclusão é que as feridas foram produzidas ao cair da árvore, ao arrancar ramos utilizando o peso do corpo ou tentando se manter sobre os galhos.

Causa da morte: hipotermia.
Yuri Krivonischenko (Юрий Кривонищенко), vestido com camisa leve, camisa de manga longa, calças curtas, calças longas e meias, tinha as roupas rasgadas na perna esquerda. Sem calçado.
Machucaduras na testa e um hematoma na altura do osso temporal esquerdo. Sangramento difuso na região temporal direita e occipital devido ao rasgão do músculo temporal (tudo indica um golpe na cabeça).

Faltava a ponta do seu nariz. As orelhas estavam congeladas. Aparece de bruços na neve tombado junto ao seu colega.
Numerosas contusões: No lado direito do peito (7,2 e 1,2cm). Hematomas nos músculos com rasgos de menor importância. Hematoma no glúteo esquerdo (10,3cm). Contusões na perna esquerda. Abrasões na parte exterior da perna esquerda (6,2 e 4,5). Queimadura na perna esquerda(10,4).

Mãos: Machucaduras com desprendimento da epiderme na parte posterior da mão esquerda.
Parte da epiderme desprendida das mãos, foram encontradas entre os dentes do defunto. Como a pele perdida se encontrava na árvore, em que supostamente subiram e da qual supostamente caíram, se pensa que em algum momento mordeu a árvore (também pôde ter mordido própria mão). Não houve indicação de troca de pele entre os dois cadáveres, apenas que a pele encontrada na árvore era dos dois.

Conclusão: tentativa desesperada de se manter sobre a árvore ou de arrancar galhos para o fogo.

Morte por hipotermia.


Igor Dyatlov (Игорь Дятлов). Cabeça nua. Abrigo de pele com bolsos desabotoados. Camisa de manga longa, camiseta não muito grossa. Calças, calças de esqui. Sem calçado. Meias de algodão em ambos os pés, meia de lã só no pé direito. Nos bolsos, tinha um canivete pequeno e uma fotografia de Zinaida Kolmogorova. Seu relógio parou às 05:31. A camisa de manga longa era de Yuri Yudin, este a identificou posteriormente e explicou que a havia emprestado a Doroshenko. Tudo indica que as peças de roupas dos dois primeiros a morrerem, foram repartidas entre seus colegas, ou que entre eles trocaram as roupas.

Lesões: Abrasões na testa de cor marrom-avermelhada. Escoriações em ambas bochechas de cor marrom-avermelhada  sangue seco nos lábios, perda antiga de um incisivo na mandíbula inferior.

Na parte inferior do antebraço e na superfície da palma da mão (não indicam qual das duas, suponho que a direita) haviam muitos arranhões pequenos de cor vermelha escura. Contusão nas articulações metacarpofalangicas da mão direita de cor marrom-avermelhada (isto é, a zona do punho com a qual se bate com a mão fechada). Contusões na mão esquerda de cor marrom-avermelhada. Feridas superficiais no segundo e no quinto dedo de dita mão.

Forte golpe nos joelhos sem sangramento. Hematomas na parte inferior da perna direita (acima do tornozelo). Abrasões em ambos tornozelos de cor vermelha brilhante com hemorragia subjacente.

Causa da morte: Hipotermia.

Zinaida Kolmogorova (Зинаида Колмогорова). Seu cadáver foi encontrado semi-enterrado. Estava melhor vestida, levava dois gorros, camisa de manga longa, camiseta, outra camisa sobre a camiseta e outra camiseta em cima com as mangas rasgadas. Calças esportivas, calças de algodão, calças de esqui com três pequenos buracos na parte inferior. Três pares de meias. Sem calçado. Levava uma máscara militar, sem a indicação de que tipo.

Tinha um hematoma de 29 cm de comprimento por 6 de largura que rodeava o lado direito na região da cintura.
Congelamento nas falanges dos dedos, contusões nas mãos e nas palmas. Meninges inflamadas (sinal de hipotermia).

Causa da morte: hipotermia.

Na fotografia do funeral se vê que ela teve queimaduras pelo gelo no rosto e teve parte do nariz congelado. Como as fotografias são em preto e branco, não se sabe qual a coloração do seu rosto.

Rustem Slobodin (Рустем Слободин). Levava uma camisa de manga longa, outra camisa, uma camiseta, calças em cima de outras calças, quatro pares de meias e uma bota no pé direito. Nos bolsos levava uma faca, uma caixa de fósforos, um pente, seu passaporte, 310 rublos e um lápis. Seu relógio estava parado, marcando 08:45.

Lesões: Abrasões na testa de cor avermelhada, hematoma de cor marrom-avermelhada na pálpebra do olho direito com hemorragia subjacente. Restos de sangue no nariz. Lábios inflamados, inchaço e abrasões irregulares na metade direita do rosto. Abrasões no lado esquerdo do rosto.

Epiderme rachada em todo o antebraço direito. Hematomas na zona metacarpofalangica de ambas as mãos. Machucaduras de cor marrom-avermelhada na face média do braço esquerdo e na palma da mão esquerda.

Contusões na tíbia esquerda.

A cabeça apresentava uma fratura no osso frontal e nos músculos temporais de ambos lados do rosto.
O forense não explica a natureza das lesões, mas é como se ele tivesse ido se ferindo sucessivamente com tudo o que encontrasse no caminho.
Era o único corpo que mantinha algo de calor corporal no momento de cair ao solo, já que a neve sob a sua cabeça havia derretido e se transformando posteriormente em gelo (a ferida na cabeça ajudou). Seu cadáver estava completamente coberto pela neve.

Causa da morte: hipotermia.

Imagens do primeiro funeral. Não se aprecia uma cor estranha nos corpos.

Claro que desta fotografia acima, foram eliminado os corpos e só se vê os familiares.

Os quatro corpos que faltavam foram encontrados em um barranco de 2 a 4 metros de profundidade, junto ao riacho criado pelo degelo.


Lyudmila Dubinina (Людмила Дубинина) levava roupa interior, uma camisa de manga curta, uma camisa de manga longa, duas jaquetas, dois pares de calças, meias  longas, outro par de meias danificadas pelo fogo e uma meia sem par. Tinha cortado em tiras uma camiseta, levando uma parte enrolada no pé esquerdo e a outra havia se desprendido. Foi encontrada entre a neve. Levava a calça e a camiseta de Krivonishenko, em que foi encontrado uns níveis baixos de radiação.

Danos corporais: A língua não foi encontrada, faltava o nervo hipoglosso bem como os músculos do céu da boca. Não indicam se foi arrancada ou não, simplesmente que não está. Os tecidos macios ao redor dos olhos, os olhos e as sobrancelhas desapareceram, assim como a pele da área temporal esquerda e o osso encontrava-se parcialmente exposto.
As cartilagens nasais foram rompidas. Faltavam os tecidos macios do lábio superior, no qual, os dentes e o osso da mandíbula superior estavam expostos

Lesões nas costelas. No lado direito estavam quebradas as costelas 2, 3, 4 e 5 seguindo duas linhas de fraturas visíveis. No lado esquerdo: foram quebradas as costelas 2, 3, 4, 5, 6 e 7, seguindo também duas linhas de fraturas visíveis.
Hemorragia em massa na aurícula direita do coração. Foi encontrado 100 gramas de sangue coagulado no estômago. Hematoma na coxa esquerda, com o tamanho de 10 ,5 cm.
Tecidos danificados ao redor do osso temporal esquerdo, com tamanho de 4, 4 cm.

Causa da morte: hemorragia cardíaca e hemorragia interna.



'Alexander' Zolotariov ( Семен ' Александр ' Золотарёв) Os olhos desapareceram. Faltavam os tecidos macios ao redor da sobrancelha do olho esquerdo, em uma superfície de 7, 6 cm, o osso está exposto. Teve as costelas quebradas 2, 3, 4, 5 e 6 do lado direito, seguindo duas linhas de fraturas visíveis. Ferida aberta no lado direito com o osso exposto de 8 a 6 cm de tamanho.


Tanto Zolotariov como Dubinina tiveram um mesmo padrão de lesões. São muito similares no ângulo e na força exercida, apesar de que tanto a altura e a compleição corporal dos dois é muito diferente. O que lhes causou estas lesões não foi um evento único e uniforme, mas sim, produziu danos similares em duas pessoas diferentes. Seria como comprovar quanta força seria preciso exercer para quebrar as costelas de uma mulher forte de 20 anos e de um homem atlético de 37, a potência da força exercida é diferente, mas o resultado é o mesmo.


Sob a roupa foi encontrada a seguinte tatuagem: Г + С + П = Д (não foi especificado em que parte do corpo) O último símbolo depois do igual, significa 'amizade', os três primeiros são as iniciais dos amigos, era uma tatuagem muito comum entre os soldados soviéticos que serviram muito tempo juntos. Entre as letras não há nenhum A, pelo qual o nome com que se apresentou ao grupo, Alexander, realmente não era o seu nome, mas sim, Cemen. Também encontraram uma frase militar e seu ano de nascimento, 1921.

A conclusão da autópsia é que Zolotariov morreu de hipotermia agravada pelas lesões sofridas.


Nicolai Thibeaux-Brignolle (Николай Тибо-Бриньоль). Apresentava múltiplas fraturas no osso temporal direito, com ampliações nos ossos frontais e esfenoides, seguindo um padrão ovalado. Segundo uma das hipóteses, seguindo a teoria da avalanche, ele estaria dormindo próximo de sua câmera fotográfica e ao cair a neve sobre eles, sua cabeça teria batido contra o objeto. Dentro da barraca não havia nenhuma câmera quebrada nem manchada de sangue e o padrão das impressões não mostra o arraste de uma pessoa inconsciente na fuga para o bosque, quando esta ferida provocou uma hemorragia cerebral que o deixou em um estado muito similar ao coma. O forense, Vozrojdenniy, não estava de acordo, porque a ferida e o afundamento do crânio não mostravam um círculo perfeito, mas sim, irregular, mais parecendo ao de uma pedra, mas também descarta a queda acidental sobre uma pedra.
Se poderia saber mais sobre o impacto caso se pudesse observar a retina, desprendida ou não, mas lamentavelmente, os globos oculares haviam desaparecido.

Também apresentava um hematoma no lado esquerdo do lábio superior e uma hemorragia na parte baixa do antebraço, com o tamanho de 10 a 12cm.

Causa da morte: hemorragia cerebral.


Alexander Kolevatov (Александр Колеватов) Ausência dos tecidos macios ao redor dos olhos e dos globos oculares, as sobrancelhas desapareceram e os ossos do crânio estavam expostos. Os danos no rosto que sofreram os quatro cadáveres têm uma explicação simples, a carne, primeiro congelada e depois molhada durante o degelo, pode se separar com muita facilidade do crânio.
Tinha uma fratura no nariz, uma ferida aberta por trás da orelha, com o tamanho de 3 cm e o pescoço deformado (não é detalhado que tipo de deformidade).

Causa da morte: hipotermia.


Ainda que não afirme, o forense não descarta que as feridas sofridas fossem produto de uma queda pelo barranco, que deveria ter superado os 3 metros para causar essas lesões.
No entanto, os corpos encontravam-se a uns poucos metros de um refúgio escavado na neve. Talvez fossem arrastados pela neve durante o degelo, mas a verdade é que alguns deles criaram o refúgio a  75 metros da árvore em um barranco que estava oculto dos ventos frios.

Provavelmente foi uma ideia de Zolotariov. Era uma forma comum de sobreviver aos invernos e dadas as circunstâncias oferecia a melhor oportunidade de sobrevivência para os que ficaram esperando. Pode que a trincheira fosse construída por todos, mas tanto Doroshenko como Krivonishenko já haviam falecido, porque parte das roupas que lhes tiraram foi encontrada ali. Haviam isolado o solo da neve colocando ramos.

A equipe forense que realizou as autópsias dos nove corpos, foi o mesmo, ainda que as informações aparecessem ao longo de três meses. Uma declaração da ajudante do forense, Maria Ivanovna, afirma que foram examinados onze e não nove cadáveres, mas dois desapareceram ou foram descartados. Ao perguntar, lhe disseram que sempre foram nove. Pode ser que esses dois cadáveres misteriosos fossem parar na sala errada, é um erro que ocorre com mais frequência do que se imagina, ou que tivessem aparecido pelos arredores, do qual não se tinha nenhuma constância. Outra versão conta que Ivanovna simplesmente ia no trem antes do incidente e viu os garotos, contando um grupo de 11 (eram 10, porque Yuri Yudim ainda seguia com eles).

O relatório indica que havia peças de roupas queimadas. Na fotografia abaixo, tomada por uma das câmeras encontradas, se vê a Rustem posando com um abrigo queimado. Dyatlov desenhou uma estufa de lenha para colocá-la dentro da barraca. Aquecia a todos, mas ninguém queria dormir perto dela para não se queimar. No diário, na entrada do dia 28 de janeiro, Dubinina, que assina como Luda, escreve que na noite anterior foi a vez dela dormir junto da estufa, noite que passou sem poder dormir e se queixando, além de que queimou seu abrigo.

A morte por hipotermia acidental se dá em 5% dos casos, 95% restantes, são causados por avalanches. Em regiões tão limites como a Sibéria a porcentagem sobe, claro, mas em se tratando de esquiadores com 9 anos de experiência em altas montanhas e em condições limites, não duvidaria se chegassem aos 50%. O fato de que seus colegas de busca esperassem encontrá-los vivos 20 dias após o seu desaparecimento, é o que faz o caso ser tão misterioso.

A hipotermia é a queda da temperatura corporal abaixo dos 35º por causa de doença ou exposição prolongada ao frio. É muito importante o estudo dos órgãos internos para determinar uma morte por hipotermia e não por outro fator. É certo que começa a nível dos vasos sanguíneos e capilares da pele, isto desacelera a circulação sanguínea e é o que provoca a falha múltipla dos órgãos, com microinfartos, acidose, hipoxia, coagulação intravascular. Os que ficam mais danificados são os rins, o fígado e o coração.

O vento e a umidade aceleram o processo unido ao frio intenso. Se produz a constrição sanguínea cutânea, diminuindo a temperatura superficial. Na medida que desce a temperatura corporal, o metabolismo se reduz pela metade a cada 10°C de queda na temperatura. As primeiras manifestações apresentam-se no Sistema Nervoso Central onde o fluxo cerebral diminui em 6% por cada grau centígrado de queda na temperatura. Em 32°C aparecem dificuldades no raciocínio, assim como confusão. 

Nos 30°C os reflexos desaparecem e as pupilas ficam fixas e em midríase. O coma aparece nos 26°C e o electroencefalograma marca uma linha reta nos 20°C. O sistema cardiovascular reage com taquicardia e hipotensão abaixo dos 26°C. Na microcirculação aparece sedimentação dos glóbulos vermelhos com hipoxia e acidose por causa do aumento da viscosidade do sangue. Abaixo da mesma temperatura são comuns as arritmias (fibrilação auricular e bloqueios A-V). Nos 20°C aproximadamente, aparece a assistolia que junto com a fibrilação ventricular, costuma constituir a causa específica da morte. O coração deixa de bater.


Este é o relatório sobre os níveis de radiotividade encontrados nas roupas. Analisam ao menos quatro objetos, diz que foram medidas radiação nas calças e na camiseta de Krivonishenko, no abrigo e no gorro de Dubinina. As calças de Krivonishenko e a camiseta foram usadas por Dubinina uma vez que este morreu e o abrigo dela, Zolotariov usou quando ela morreu. A  radiação é superficial, conhecida como radiação-beta, do isótopo K-40 (potássio). Podia estar presente na neve ou puderam entrar em contato com ele no instituto. O potássio 40 é utilizado em geologia na datação da idade das rochas. Yuri Yudim passou o último dia antes de voltar a sua casa, procurando rochas pelos arredores do povoado. Este isótopo de potássio 40 está muito presente na natureza, já que é um dos mais estáveis.

No diário do grupo, na entrada de 28 de janeiro, Dubinina conta:

'Yurka e Kri nos acordaram (Yurka é a forma amistosa de chamar a Yuri e Kri o diminutivo de Krivonishenko. Sasha é o diminutivo carinhoso de Alexander) e Kolevatov Sasha. O tempo é perfeito. Faz apenas -8C  no exterior. Após o café da manhã, alguns dos garotos dirigidos por Yury Yudin, nosso bem conhecido geólogo, foi a procura de minerais locais. Não encontraram nada, exceto pirita e veios de quartzo na rocha. Passei algum tempo com os esquis, fixando e ajustando a montagem. Yuri Yudin agora vai de volta para casa. É uma lástima que nos deixe. Principalmente para mim e Zina (diminutivo carinhoso de Zinaida), mas nada se pode fazer à respeito. Luda'

Neste caso, seria Yudin quem poderia levar a roupa radioativa, mas nesse mesmo dia, ele volta pra casa por ter problemas nas costas. Durante o reconhecimento de seus colegas mortos e seus pertences, disse que a camisa que levava Dyatlov era sua e que no dia de sua jornada ele a deu a Doroshenko. Mas a fonte de radiação não era essa camisa, mas sim, a camiseta e as calças de Krivonishenko, que depois passaram a Dubinina. Krivonishenko conhecia o perigo da radiação, podia ajudar a datar rochas no instituto, mas daí a levar roupa contaminada em uma excursão há uma grande diferença.
O mais sensato é pensar que a radiação se encontrava na neve que cobria os corpos.


Passaporte de Zolotariov. Outra das incógnitas é por que foi apresentado ante o grupo com um nome diferente ao seu, Alexander em lugar de Cenem. Não é tão estranho se pensarmos que  o seu segundo nome era mais bonito.

Yuri Yaravoi foi um dos fotógrafos que participou nos trabalhos de resgate. Posteriormente escreveu um livro que teve que reescrevê-lo ao menos mais cinco vezes por problemas com a censura. O livro tem um nome estranho, traduzido como 'a mais alta das complexidades'. Este livro tem um final mais feliz, só morre Igor Dyatlov (seria apenas para justificar o nome do passo). Isso não seria tão estranho se tanto o autor como toda a sua família não tivessem sido mortos em um acidente de trânsito e os escritos que podiam estar em seu poder desaparecessem, segundo relato de amigos e familiares.

Todos os documentos, exceto os que alguns dizem que desapareceram e outros que nunca existiram, estavam a disposição pública até que a fama do caso fez com que muita gente remexesse neles, pelo qual, restringiram o acesso. Uma cópia se encontra na Fundação Dyatlov.

Yuri Kuntsevitch é o diretor atual da Fundação Dyatlov, que foi criada no Instituto Politécnico para perpetuar a memória dos falecidos e esclarecer as suas mortes. Eles têm em seu poder todos os documentos disponíveis do caso, assim como as fotografias obtidas, telegramas, relatórios e o diário do grupo.


Mais mistérios: A anomalia de neve.
Assim é como denominam a uma pauta estranha na distribuição da neve. A barraca e as impressões que saíam dela estavam quase sem estarem cobertas por 500 metros, os corpos de Kolmogoroba e Rustem estavam cobertos pela neve. Mais abaixo, os corpos de Igor e os dois 'Yuris' encontrados sob a árvore, estavam mal cobertos, bem como os restos da fogueira. Mais abaixo, os quatro corpos do barranco estavam cobertos completamente pela neve.

A explicação é que se deve aos ventos que sopram pela zona, em umas áreas, como a parte superior do monte e a intermediária do vale, arrastam a neve deixando só a capa de gelo. Nas duas faixas intermediárias e o barranco, ao estarem em um declive, a neve depositou-se e não se moveu pelo vento.

E falando de neve. Conta-se, ainda que não há provas disso, que junto aos falecidos apareceu uma nota com uma estranha mensagem: 'Os bonecos de neve existem'. Caso fosse verdadeira, não se sabe quem a escreveu nem a que bonecos se referem. Ainda que ironicamente, eles haviam se convertido em bonecos de neve.

Por que não voltaram por sua roupa de abrigo?
Não houve tempo, morreram de frio antes de o conseguir.
O que aconteceu realmente, só eles e os espíritos da Montanha devem saber.

Igor, Zina, Luda, Yurka, Yuri, Rustik, Nikh, Sasha e o outro Sasha (Estes são os nomes com os quais, se dirigiam entre eles e assim assinavam no diário).
Descansem em paz."

Parte 1
Parte 2
Parte 3

Abrax


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11 comentários:

flavio augusto Freitas disse...

cara,muito legal,ja conhecia a historia,mas sua postagem foi a mais completa que li.parabens.abç.

Rusmea R. M. disse...


Obrigado Flavio^^

Grande abrax^^

Anônimo disse...

sei la ,mas parece q eles foram espancados,mas isso nao explicaria a falta de pegadas.

Rusmea R. M. disse...


Esse caso é de dar nó no cérebro...
Notaste que a maioria morreu de frio, mas alguns deles não?
Será que avalanche explicaria isso? Ou será que foi um cenário muito bem montado?

Muitas perguntas e quase nada de respostas sobre esse incidente...

Abrax

Andreza disse...

Nossa, melhor postagem que já vi sobre esse assunto!!! Obrigada por esses posts!

Rusmea R. M. disse...


Obrigado Andreza^^

Grande abrax^^

Anônimo disse...

Antes de ler qualquer coisa sobre pedras neste relato, um espírito chegou perto de mim aqui e sem mais nem menos disse "EU ATIRO PEDRA". Se isso puder ajudar em alguma coisa...

Rus mea disse...


Obrigado pela contribuição...^^'

Grande abrax^^

Robson Oliveira Dos Santos disse...

Como isso aconteceu na Rússia eu acredito que tudo é possível. OVNI / FORÇA DO ALEM(BONECO DE NEVE) espero que um dia eles esclareçam esse mistério. Obrigado pelo post!!!!!!!!!!!!

Rus mea disse...


Eu que agradeço o comment Robson^^

Grande abrax^^

Victor Tarantino disse...

Rusmea, boa noite, será que a resposta estará naquela criatura que eles fotografaram à uma distância considerável, e que deu pra perceber que não se tratava de alguém, mas sim alguma coisa mais sinistra (um yet)? Este pode ser considerado um legitimo caso de ARQUIVO X, em que a verdade foi para o túmulo junto com as vitimas dessa tragédia, mas ainda tem muitas coisas inexplicáveis, que não foram justificadas pelas investigações, e se continuarem mexendo, procurando respostas, realmente a verdade aparecerá, mas quem faria isso, nessa altura?Rusmea, exelente matéria.