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segunda-feira, outubro 28

O assassinato de crianças na maternidade Kotobuki

Fonte Fonte Fonte Fonte Fonte Fonte  

Ela  nasceu em Kunitomi, província de Miyazaki, Japão e se graduou na Universidade de Tókio. Depois se casou com Takeshi Ishikawa. A relação não gerou nenhum filho.
Trabalhou como diretora do Hospital Maternidade Kotobuki localizada em Shinjuku, Tóquio e mais tarde, se tornou parteira, ainda que naquele momento, não existia uma licença para esse ofício no Japão.

Segue adaptação:

Miyuki Ishikawa, nasceu em 1897 e não se sabe a sua data de falecimento.
Foi uma matrona japonesa e assassina em série no qual, acredita-se que tenha assassinado a várias crianças com a ajuda de muitos cúmplices ao longo da década de 40.
Estima-se que o número de suas vítimas ficaram entre 85 e 169, no entanto, não há certeza do número exato de vítimas.

Quando finalmente foi detida, a sentença de quatro anos de detenção que ela recebeu, proferida pelo Tribunal Superior de Tókio foi notável, considerando as ações de Miyuki, resultando em uma cifra de mortos tão alta, que segue sendo inigualável por qualquer causa de morte em assassinatos em série no Japão. O escritor Kenji Yamamoto se referiu ao incidente como "incrível e insuportável."




Em 1940, haviam muitas crianças no seu hospital maternidade e Miyuki Ishikawa se viu enfrentando uma espécie de dilema. Os pais de muitos desses bebês eram pobres e incapazes de criar seus filhos de forma apropriada por problemas financeiros e ela mesma era incapaz de ajudar os bebês, devido à falta de serviços sociais e de beneficência.

Para solucionar esse dilema, Ishikawa optou por matar as crianças abandonadas, muitas das quais morreram como resultado direto de abuso. O número exato das vítimas é desconhecido, mas estima-se que assassinou ao menos 103 crianças.

Depois, tentou obter o pagamento por esses assassinatos. Ela e seu esposo Takeshi, solicitaram grandes somas de dinheiro dos pais das crianças, afirmando que seria menos que a despesa real de criar a essas crianças não desejadas. Um doutor, Shiro Nakayama, era cúmplice desse sistema e ajudava o casal a falsificar certificados de óbito.

Dois oficiais de polícia da estação policial de Waseda, acidentalmente encontraram os restos de 6 vítimas de Ishikawa às 19 horas no dia 12 de janeiro de 1948 na vila de Benten em Shinjuku, Tóquio, ao notarem que o agente fúnebre N. estava transportando da maternidade Kotobuki, 6 cadáveres de crianças em caixas de bergamotas/mixiricas na garupa de uma bicicleta, se dirigindo ao crematório. 


N. disse aos policiais que ele já havia transportado ao crematório, mais de 20 corpos de crianças naquele ano, à pedido do hospital maternidade Kotobuki.
Os policiais enviaram os corpos para necrópsia que constatou que dos 6 corpos, 3 haviam morrido de pneumonia, 2 haviam morrido de frio e 1 de fome. O laudo afirmava ainda, que não havia nada no estômago das 6 crianças. Quando a polícia chegou no hospital maternidade, restavam apenas 7 crianças e uma delas já estava morta. As sobreviventes estavam mal vestidas apesar de ser inverno e estavam tão fracas que não tinham forças nem para chorar. 

Miyuki e Takeshi foram presos no dia 15 de janeiro de 1948.
A enfermeira A. também foi presa por suspeita de assassinato e o agente funerário N. que recebia uma grande quantia em dinheiro da maternidade para eliminar os corpos, foi absolvido por "suspeita insuficiente".

Como as vítimas eram crianças abandonadas por suas famílias, Miyuki insistiu que os pais eram os responsáveis por suas mortes. Parte da opinião pública apoiou a afirmação, mas Yuriko Miyamoto, uma escritora da época, no qual este que vos escreve, rusmea.com, encontrou fotos dessa escritora ilustrando postagens sobre o caso, passando a ideia de ser ela a autora de tais crimes em alguns blogs, uma violenta injustiça, respondeu com críticas, dizendo que apoiar a assassina era um exemplo de discriminação.


Em investigações posteriores, a polícia encontrou 40 corpos na casa do agente de serviços fúnebres. 30 cadáveres foram descobertos em um templo. Devido ao grande número de corpos  recuperados e a duração de tempo em que os assassinatos foram cometidos, as autoridades tiveram muita dificuldade em determinar o número exato de vítimas.

As autoridades viram os homicídios como crime de omissão. 
No Tribunal do Distrito de Tokio, Ishikawa foi sentenciada a oito anos de prisão. Takeshi e o Dr. Shiro Nakayama foram sentenciados a quatro anos. O casal apelou e em 1952 a Corte de Tokio revogou a sentença original e sentenciou Ishikawa à quatro anos de detenção e Takeshi à dois anos.

Este incidente é considerado como a principal razão para que o Governo Japonês começasse a considerar a legalização do aborto. Uma das razões pelas quais acredita-se que se deu esse incidente, foi como resultado do aumento no número de crianças não desejadas nascidas no país naquele tempo. No dia 13 de julho de 1948, foi instaurada a lei de proteção eugênica (Atualmente Lei de Proteção Materna ou Lei de proteção ao corpo da mãe) e um sistema de exame nacional para parteiras. No dia 24 de julho de 1949, o aborto foi legalizado no Japão por razões econômicas sob a lei de proteção Eugênica.


Detalhes adicionais:

Entenda caro cupincha, que o caso é terrível às nossas vistas conforme nos atemos aos detalhes, como o fato relatado pelos jornais na época, de que Miyuki acolheu mais de 200 crianças, cobrando dos seus pais, cerca 4000 mil Ienes por cada uma e dessas, mais de 100 morreram vítimas de maus-tratos, de frio, inanição e até por sufocamento.

4000 mil Ienes daria uns 90 Reais convertendo o valor diretamente ao nosso tempo. Mas só para o leitor ter uma ideia dos valores naquela época, 13 Ienes ou 29 centavos de Real, era o valor cobrado pelo aluguel de uma casa, o salário inicial para professores era de aproximados 50 Ienes, (1 real e 30 centavos) e 10 quilos de arroz, custavam de 6 Ienes (14 centavos de Real) a 36 Ienes, (81 centavos de Real) valor que subiu consideravelmente devido a II Guerra, ou seja, 4000 Ienes naquele tempo era uma verdadeira fortuna.


Casos similares haviam ocorrido no Japão antes deste incidente. Pessoas em Itabashi foram acusadas em 1930 por assassinarem a 41 crianças de criação temporária.
Hatsutarou Kawamata foi preso em 1933 por assassinar ao menos 25 meninos.
O governo japonês era consciente dessa crise, mas não fez nada.

A tradição japonesa também pesou nos direitos das crianças. Os casos de infanticídio pelo pai eram considerados apenas como lesão corporal com resultado de morte sob o Código Penal do Japão até 1907.
O caso é conhecido no japão como "O assassinato de crianças adotadas na maternidade Kotobuki" e Miyuki Ishikawa ficou conhecida como "A parteira demônio".

Cupinchas!
Este post foi INSPIRADO nas matérias do blog O aprendiz verde que estimo muito e recomendo a que deem uma passada por lá, para nunca mais saírem...
Deixo aqui os meus mais sinceros agradecimentos e um link para uma ótima postagem em que o aprendiz verde agradece  a este humilde blog, só por eu ter cedido pouquíssimas informações adicionais à sua matéria, uma prova da generosidade do autor do O aprendiz verde.



Abrax

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8 comentários:

Noite Sinistra disse...

Matéria impressionante sobre um caso, no mínimo revoltante!!!!

Dois gigantescos blogs trabalhando juntos (Rusmea.com e O Aprendiz Verde) em uma postagem só poderia resultar em um postagem incrível como esta...

Rusmea R. M. disse...


Não! Não! Não!OO'

Juntos não!OO'

Eu que tomei a liberdade de citá-lo em agradecimento!OO'

Sem a INSPIRAÇÃO que tive com os posts do Aprendiz verde, eu não faria um post desses!OO"

É mais um agradecimento à ele e uma apresentação ao seu maravilhoso blog^^'

Apenas isso^^'

Abrax^^'

Noite Sinistra disse...

Mesmo assim ambos os blogs são super fodas...rsrsrs. Admiro demais o Aprendiz Verde...e o Rusmea.com então...nem preciso falar o quanto acho esse espaço aqui fodahh...

wuçfgar disse...

caso impressionante.mas me pergunto como eles pegaram penas tao brandas.

Rusmea R. M. disse...

Devido a que o Japão era uma bagunça naqueles tempos e o pós-guerra somado a miséria, criou esse cenário de crimes que pasme! Foi julgado aceitável pelo tribunal...
Ou seja que o tribunal julgou o caso como sendo aceitável em comparação com a pobreza, a quantidade absurda de crianças, a falta de ajuda do próprio governo...Enfim...

Lamentável...

Abrax

Rusmea R. M. disse...


Generosidade tua Noite=D

Abrax^^

william haddad disse...

gosto muito de vir ler suas postagens como sempre deixo meu abraço à vc e a toda equipe.

Rusmea R. M. disse...


Equipe de um japonesinho só^^

kkkkkkkkkkkkk^^

Em breve eu pretendo trazer mais casos assim^^

Muito obrigado pelo comment Senhor Haddad^^

Abrax^^