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quinta-feira, outubro 24

A paranormalidade reconhecida ante um tribunal

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Cupinchas! Riso For 
Compartilho com vocês, um dos casos mais estranhos julgados em um tribunal no Japão e até onde eu saiba, foi um dos poucos, senão o único no mundo a reconhecer a paranormalidade perante a lei, inocentando a ré Osanami Toshie...

Segue adaptação:

"Toshie Osanami (ou Toshie Chounan), nasceu em 6 de dezembro de 1863 na cidade de Shonai Takahata, na província chamada naquele tempo de país de Uzen, atualmente cidade de Tsuruoka, província de Yamagata, Japão.
Foi uma conhecida médium de efeitos físicos no período Meiji, que a partir dos seus 20 anos de idade, passou a viver sem comida.
Algo tão notável quanto os seus 24 anos vivendo praticamente sem se alimentar, foram os diversos e misteriosos efeitos que Toshie provocaria, como materializar do nada, um líquido chamado de 'água sagrada' ou 'água dos espíritos'.


Quase não há registros da sua vida antes dos seus 20 anos de idade, mas sabe-se que ela era a filha mais velha de Hanshi Shounai e que em 1874, ela não conseguiu ingressar na recém aberta escola primária de Tsuruoka, (Devido a um déficit mental não definido pelas fontes. NDT. rusmea.com) e que mais tarde, quando estava aprendendo a profissão de babá, aos poucos ela começou a falar acontecimentos futuros. Os habitantes da região, começaram a lhe pedir consultas e o patrão do seu local de trabalho, lhe ofereceu um cargo de sacerdotisa.

O seu irmão mais novo, Yuukichi Osanami, foi diretor sênior da empresa de pilhas elétricas Dai Nihon Chikudenchi, localizada em Oosaka Urae e os registros dos efeitos paranormais, que sua irmã teria provocado a partir dos seus 20 anos, observados por ele, foram mais tarde compilados e publicados pelo pesquisador de paranormalidade Wasaburou Asano.


Os relatos ao seu respeito contam que por mais que Toshie chegasse a maior idade, ela mantinha tanto o corpo como a mente similar a de uma menina e também, que à sua volta apareceriam entidades no qual ela manteria conversações.
Basicamente ela nunca foi de comer muito, mas aos 20 anos ela passou a não comer nada, além de um pouquinho de batata-doce crua e água pura (Para não dizer água crua, não fervida. NDT. rusmea.com). Naturalmente que por conta dessa condição, ela quase não evacuava nem suava, portanto, mesmo que não tomasse banho, sua pele e seus cabelos estariam sempre limpos.





A 'água dos espíritos' supostamente materializada do próprio ar por Toshie, encheria uma garrafa de vidro lacrada, diante de testemunhas.
(A garrafa em questão era um modelo Isshou, com 39.8 cm de altura, por 10.4 cm na base e 3.1 cm no gargalo, com a capacidade para 1.8 litros. NDT. rusmea.com)
Essa água era considerada como curativa para diversas doenças e ainda, era supostamente materializada em várias tonalidades, como na cor vermelha, azul, amarela entre outras cores.
Curiosamente, para as pessoas que não fossem doentes, ou que queriam apenas ridicularizar ou ainda as pessoas com doenças incuráveis, o recipiente de vidro permaneceria vazio nas sessões de materialização.


Em 1895, Toshie Osanami foi presa pela suspeita de fraude (A razão alegada pelas autoridades, foi devido a que ela havia tratado de pessoas doentes com o objetivo de curá-las, utilizando a tal água materializada sem possuir licença médica). Sendo mantida aprisionada na sub-estação prisional da província de Yamagata, a partir do mês de julho daquele ano, por 60 dias e libertada por falta de provas.


Toshie foi presa uma segunda vez, na mesma sub-estação prisional da província de Yamagata em 1896, por uma semana e detida uma terceira vez em em agosto de 1900, em Karahori, quando foi visitar o seu irmão mais novo Yuukichi Osanami.
Devido a  que foi publicado um artigo sobre a sua visita em um jornal local, os distúrbios provocados pela população que queria vê-la cresceram tanto, que as autoridades decidiram detê-la por 10 dias.


No dia 12 de dezembro de 1900, Toshie Osanami foi a julgamento na corte do distrito de Kobe, por conta da sua última detenção. Após o interrogatório, o próprio juiz apresentou um garrafa vazia e selada com um lacre que ele mesmo trouxera, lançando o desafio a Toshie, de que se ela poderia encher o vasilhame com a água materializada, no qual, Toshie prontamente aceitou.


Ante tal experimento, Toshie foi completamente desnudada e examinada minuciosamente para em seguida, ser encerrada em uma sala fechada.
Toshie se concentrou nessa sala por apenas 2 minutos e entregou a garrafa cheia com a 'água dos espíritos' ao juiz.
Seu veredito não podia ser outro que não fosse inocentá-la do caso e o juiz, levou a garrafa com a água embora."


Detalhes adicionais:

Existe hoje em dia, uma associação que reúne pessoas que estudam o caso, chamado de Zenkoku Chounankai (Associação Nacional Chounan)

Capa de um outro mangá lançado pela associação.


Existe um templo consagrado a Toshie 
Osanami , na cidade de Tsuruoka.

Durante o período de 60 dias que Toshie esteve presa em 1895, na sub-estação prisional da província de Yamagata, vários efeitos teriam sido constatados:

Toshie não se alimentou uma única vez durante o período em que esteve presa.
Não era permitido tomar banho e mesmo assim, seus cabelos estavam sempre limpos e ela não cheirava mal, pelo contrário, um suave perfume emanaria dela.

Seu cárcere era absolutamente restrito, sendo proibida qualquer visita e consequentemente, vetado à ela qualquer presente ou agrado e mesmo assim, ela teria materializado do próprio ar, a 'água dos espíritos', um amuleto, um pergaminho com sutras, remédio em pó entre outras coisas. (Sabe-se desses detalhes pois tais itens supostamente teriam sido materializados, a pedido do comissário de polícia, que teria ainda recebido tais objetos de presente. NDT. rusmea.com)





Após tanto tempo encarcerada, seria natural que sentisse fraqueza nas costas e nas pernas, mas ao contrário, ela carregava um barril com capacidade para 15 garrafas 'isshou', cheias d'água, com facilidade. (Uns 30 quilos. NDT. rusmea.com)
Toshie não evacuou nenhuma vez.
Foi a única em toda carceragem a nunca ser picada por mosquitos.
Vários guardas relataram ter ouvido o som misterioso de flautas enquanto ela esteve presa.


O Juiz na ocasião do experimento e que inocentou a Toshie Osanami, se chamava Iwao Nakano.
A sala escolhida para o experimento, era um espaço recém criado, que viria a ser a sala para os telefones do tribunal.
A sala era pequena, não possuía janelas e com somente uma porta de acesso, pela qual adentrou Toshie após ser examinada, portando a garrafa vazia e lacrada fornecida pelo juiz, enquanto que ele mesmo e demais envolvidos, esperaram do lado de fora.
Foi frisado que a garrafa cheia com a ''água dos espíritos'', entregue 2 minutos depois, era a mesma garrafa com o lacre intacto fornecida pelo juiz.
Registros do caso foram publicados dois dias depois no Jornal Oosaka Mainichi Shinbun no dia 14 de dezembro de 1900.


Seu irmão certa vez lhe deu água fervida e fria, dizendo ser água pura, Toshie não só vomitou a água imediatamente após a ingestão, como sangue também.
Na mesma época em que seu irmão Yuukichi, tentou fazer com que ela bebesse outro tipo de água, alguns fenômenos teriam sido observados na casa em que moravam. Sons agudos ressoariam sem mais nem menos pela casa toda e objetos desapareceriam a olhos vistos.
Vários tipos de música seriam ouvidas do próprio ar, com sons de flautas, hichiriki (Tipo de Oboé), guizos entre outros instrumentos.

Caracteres escritos por Toshie.

As testemunhas dessas músicas, rodeavam a casa para ouvir o fenômeno e às vezes, até a polícia tentava desfazer a multidão, mesmo assim, tais músicas continuariam tocando. Tais fenômenos estariam associados, com os momentos em que Toshie fazia desenhos em transe, com uma expressão diferente no rosto.
Ela escrevia letras difíceis, mesmo sem ter frequentado uma escola e segundo Toshie, era o espírito de Koubou Taishi quem escreveria através dela.

No dia 29 de outubro de 1907, Toshie Osanami morre, conforme ela mesma teria previsto 20 dias antes.

Trecho de um mini-documentário independente e uma das fontes desta matéria:


Como podem ver cupinchas, este é o cenário praticamente completo desse estranho caso, com base nos registros de fontes diversificadas, como as atas do tribunal, os registros escritos das testemunhas, as impressões escritas por Yuukichi Osanami, seu irmão, que mais tarde foram compiladas e publicadas por Wasaburou Asano como dito antes e do Jornal Oosaka Mainichi Shinbun. Apesar da ampla propagação do caso em sites e blogs na web Japan, este que vos escreve cruzou as informações e todas as fontes batem mais ou menos com o que foi compilado aqui no rusmea.com.

Realmente...É um caso desconsertante...


Abrax

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4 comentários:

Marçal Fujibayashi disse...

Não conhecia a história dessa médium, muito interessante.
Um caso desses de de acusação de charlatanismo e posterior inocentamento pelo próprio acusador, um juiz, acho que pode ser único mesmo na história.
No Brasil, um caso não igual, mas que envolvia a credibilidade de um médium, ocorreu em 1976, quando um réu foi inocentado pela apresentação de uma carta psicografada por Chico Xavier onde a própria vítima já morta, inocentava seu amigo da responsabilidade de tê-lo assassinado: http://www.fontedodireito.com.br/artigos/a-psicografia-como-meio-de-prova
Mais tarde, outros casos semelhantes voltaram a ocorrer no Brasil: http://www.conjur.com.br/2007-jul-14/justica_aceita_cartas_psicografadas_absolver_reus

Rusmea R. M. disse...


Já conhecia esses do Brasil...

Esses casos são realmente interessantes, mas geram uma porção de polêmicas e outras inúmeras implicações...Sem contar que podem minar a credibilidade de um tribunal e das autoridades envolvidas...

Tem o caso Humberto de Campos, envolvendo Chico Xavier e que também acabou no tribunal, mas o bom senso do Juiz prevaleceu e acabou dando em nada.

Abrax

william haddad disse...

eu duvidar?? de jeito nenhum ainda mais eu espiritualizado do jeito que sou. li linha por linha e fiquei emocionado... em manifestações assim espontâneas e sem a mediação de fanáticos hipócritas mercenários que ficam pregando milagres como se fosse xepa de fim de feira eu creio e respeito

Rusmea R. M. disse...


Muito obrigado pelo comentário Senhor Haddad^^

Sua opinião, sempre clara e coerente, é muita importante para mim^^

Grande abrax^^