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terça-feira, setembro 17

A casa Picassiette

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Cupinchas! Riso 

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Milhares de pessoas vão todos os anos a Chartres, para contemplar a que se poderia considerar como a catedral por excelência da França, Notre Dame.
Mas o que muitos ignoram é que à pouca distância, nos arredores da cidade, existe uma peculiar construção que talvez não seja tão grande e esplendorosa como a catedral de Nossa Senhora, mas que rivaliza com ela pelo trabalho e empenho que seu construtor investiu nela Riso 

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Conheçam a Maison Picassiette Riso 

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Segue adaptação:
A Mansão Picassiette é uma extraordinária construção realizada por Raymond Isidore situada no subúrbio da cidade. Em sua construção, Isidore empregou 26 anos de sua vida e calcula-se que utilizou umas 15 toneladas de fragmentos de cerâmica e vidro.

Raymond Isidore

Raymond Isidore poderia ser classificado de muitos modos menos de pessoa 'normal'.
Nasceu em 8 de setembro de 1900, filho de um fundidor e de uma costureira e sétimo dos irmãos. Aos seis anos, sem motivo aparente, perdeu subitamente a vista, aos dez perdeu o pai e aos onze, recuperou a vista do mesmo modo que havia perdido (anos mais tarde este fato foi atribuído a um milagre da virgem), aos doze ocupou o lugar de seu pai na fundição e aos vinte e quatro se casou com uma viúva com muito mais idade que ele que tinha três filhos.

Logo após se casar, ele comprou um terreno nos arredores de Chartres e com suas próprias mãos levantou uma humilde moradia para ele e sua família. A casa tinha apenas o necessário, uma cozinha-sala de jantar e duas habitações, restando na parte traseira uma porção de terreno sem construir. Em 1935, depois de perder seu trabalho na fundição, Raymond começou a trabalhar no depósito de lixo municipal.

Não se sabe se os motivos foram místicos ou religiosos, artísticos ou interessados na reciclagem, ou simplesmente fruto do tédio, a questão é que trabalhando no depósito, Raymond teve a inspiração de recriar em sua casa os rosetas e vitrais que haviam decorado a catedral de Chartres e que foram destruídos durante os bombardeios da guerra, para 'devolver os olhos da catedral'.

Foi assim que começou a guardar em sacos, todos os pequenos pedaços de cristal ou cerâmica que encontrava no depósito de lixo. Em sua mente, ia se materializando lentamente o que seria o motivo e o trabalho de sua vida e que se converteria desde então em uma obsessão para ele. Seus problemas nervosos e psicológicos, aos que alguns culpariam mais tarde por sua cegueira infantil, fizeram que se livrasse do serviço militar, de maneira que pôde dedicar plenamente ao trabalho que levaria o resto de sua vida.

Durante dois anos ele se dedicou a procurar por todos os lugares, esses pequenos e valiosos pedaços de vidro e cerâmica. Quando guardou todos os do lixão, se despediu e se dedicou a percorrer os povoados e os depósitos de lixo  circundantes à procura de mais matéria prima para o seu trabalho.

Nesses tempos, Raymond ganhou o apelido de Picassiette com o qual passou à posteridade. Segundo alguns, Picassiette é uma combinação de Picasso e assiette (prato), o que viria a significar algo como 'o Picasso da louça de barro'. Segundo outros o nome vem de pique-assiette, que em sentido literal em francês, poderia se traduzir como 'rouba-pratos' ou 'quebra-pratos'. Piqué também equivale a 'meio louco', de modo que a combinação poderia se 'o louco dos pratos.'

A questão é que quando Picassiette notou que já tinha bastante material coletado, se fechou em sua casa e começou sua grande obra. Começou a cobrir com mosaicos os pisos e as paredes, mais tarde a mobília e depois, qualquer objeto cotidiano da casa. Quando todas as habitações estavam cobertas de mosaicos, começou com a parte exterior da casa e depois, com a parte traseira e o jardim.

É preciso destacar que Picassiette era um homem com uma cultura bem escassa, praticamente analfabeto e portanto, sem nenhum tipo de estudo nem preparação sobre desenho ou arquitetura. Sua aprendizagem e sua evolução com o passar dos anos foi completamente autodidata. É importante destacar ainda nessa história, que no início seus mosaicos eram simples e com singelas formas geométricas, com os anos, acabaram se tornando verdadeiras obras de arte como, por exemplo, cenas bíblicas e cruzes elaboradas, paisagens bucólicas com a catedral de Notre Dame ao fundo, retratos dos mais variados e parte das rosetas e vitrais da catedral, estavam em todos os cantos.

O material que tinha recolhido durante dois anos se esgotou e durante anos era frequente ver a Picassiette sair cedo pelas manhãs com seu carrinho de mão, à procura de mais material para sua obra. Inclusive chegou a ir a leilões para comprar velhas cerâmicas que mais tarde quebrava em pedaços para poder continuar o seu trabalho.


Em sua casa, apenas umas 2 frigideiras se salvaram de serem revestidas com seus peculiares mosaicos, tudo, absolutamente todo era uma boa base para plasmar as suas obras, inclusive as cadeiras ou a máquina de costura, os cabides e os lustres… Quando já não havia mais o que revestir, ele se dedicou a construir suas próprias figuras em gesso, emulando todo o tipo de construções como figuras humanas, a torre Eiffel ou a torre de calca e em várias ocasiões a Catedral de Chartres, fonte de suas obsessões. No jardim construiu uma pequena capela e um muro que chamou de 'o muro de Jerusalém', outra zona é o Pátio Negro, por estar decorado com mosaicos sem cor, apenas brancos e pretos.

Depois de mais de vinte anos, sua obsessão levou-o à loucura que mesmo assim, não o impediu de seguir até o último dia de sua vida com o mesmo empenho. E foi assim que em 7 de setembro de 1964, Raymond Isidore foi encontrado morto junto ao seu carrinho de mão à caminho da cidade enquanto procurava mais cerâmicas para quebrar.

Em 1982 sua construção foi catalogada como monumento de interesse histórico pelo Governo francês e aberta ao público. Com os anos, sua casa converteu-se em um peculiar museu no qual, todos os anos passam mais de 30 mil pessoas.

A Maison Picassiette pode ser visitada de 1 de abril a 30 de novembro, partindo da estação de Chartres se pode tomar um ônibus que leva praticamente na porta desse insólito lugar."

Imagens:






"Para tornar a realidade suportável, todos temos de cultivar em nós certas pequenas loucuras..."
Marcel Proust

Interessante né? Riso 

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Abrax^^

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2 comentários:

Marçal Fujibayashi disse...

Espetacular... ele soube transformar a loucura e o lixo em arte... enquanto outros transformam em guerra e destruição.

Rusmea R. M. disse...


Sem dúvida, é sensacional:)

Voltando só agora a ficar online!OO'

Choveu demais aqui em rio preto, e caiu os cabos de internet aqui do bairroOO'

Abrax^^