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terça-feira, junho 25

Projeto HOPE - o ônibus espacial japonês

Fonte 


Cupinchas! Riso For 
Compartilho hoje com vocês um pouco sobre o HOPE (esperança), o projeto do ônibus espacial Japonês. Riso For 
Apenas um pouco mesmo, Riso For  pois para falar desta "corrida espacial" tão pouco divulgada, seria preciso muito mais de um post...Na verdade, o ideal será fazer uma matéria para cada veículo apresentado aqui, conforme material disponível e interesse dos cupinchas sobre o assunto. Riso For

Segue adaptação:


HOPE ou H‐II Orbiting Plane, foi um projeto de um ônibus espacial experimental desenvolvido por uma parceria entre a NASDA e NAL iniciada na década de 90.
NASDA ou Agencia Nacional de Desenvolvimento Espacial do Japão, foi uma versão Japonesa da NASA Americana e NAL era o Laboratório Nacional Aeroespacial, hoje ambos órgãos fazem parte da JAXA a Agência Japonesa de Exploração Aeroespacial.(rusmea.com)


O projeto HOPE correspondeu a maior parte de seus anos de desenvolvimento, como uma das principais contribuições japonesas para a estação espacial internacional. O projeto original previa a construção de um protótipo para voos em escalas sub orbitais, inicialmente para testes de voo e validação de sistemas.
O projeto consistia em lançar o módulo HOPE no lugar da ponta de carga do foguete de combustível líquido H-II, ou no modelo  H-II A.


O desenvolvimento aeroespacial de algumas nações, tratou de criar sistemas reutilizáveis como o ônibus espacial Soviético Buran, o Francês Hermes e o ônibus espacial Americano, mas todos esses projetos praticamente afundaram devido aos altos custos, o que de certo modo, tampouco é muito diferente no projeto do ônibus espacial Japonês.


Desde o inicio da parceria NASDA e NAL nos anos 90, as duas agências desenvolveram em conjunto, sistemas e naves espaciais de modo próprio e após o sucesso no lançamento do foguete H-II em 1994, uma possibilidade genuína de conquistar o espaço começou a despontar. As agências experimentaram ainda diversos voos com sucesso.

Os veículos

Em fevereiro de 1994, foi realizado o primeiro voo de teste com o novo foguete H-II, que carregou o veículo de reentrada OREX, no qual foram testados vários sistemas de comunicação, perfis de aquecimento e componentes de proteção ao calor.

OREX


Outro projeto, o HYFLEX, seguiu em fevereiro de 1996. O Hyflex era destinado a testar a blindagem anti-calor que seria utilizado no veículo HOPE, possuindo basicamente o mesmo formato, a fim de coletar dados. O teste com o Hyflex foi bem sucedido, mas a nave afundou no Pacífico após a descida antes que pudesse ser recuperado.

HYFLEX

O projeto conseguinte, o ALFLEX, foi um veículo desenvolvido para aterrissar de modo automático. Foi testado de julho à agosto de 1996 no Centro de lançamento de foguetes localizado em Woomera na Austrália. Os testes consistiam em  içar o veículo utilizando helicópteros e depois soltá-lo para que aterrissasse por seus próprios meios. Dos 13 experimentos realizados em um mês, todos foram bem sucedidos.

ALFLEX




HOPE chegou a ser lançado ao espaço em fevereiro de 2002, pelo foguete H-II, entrando em órbita e dando uma volta ao planeta, aterrissando na Ilha Christmas na Austrália. Após o sucesso nos testes, começa um grande projeto, aproximando da realidade a tão sonhada conquista do espaço.

HOPE 



No final da década de 90, o projeto precisou passar por um revisão devido a crise econômica no país, onde decidiram abandonar o caro projeto HOPE e iniciar a construção do HOPE-X, um projeto muito mais barato. No entanto, com o início da construção da Estação Espacial Internacional, a nave Japonesa começa a ser reprojetada para transporte de mantimentos à estação, ao mesmo tempo que a opinião pública começa a criticar a necessidade de tal veículo.

HOPE-X


As medidas do HOPE-X são de 15.2 metros de comprimento, 9.7 de largura e 4.8 de altura. 
Foi deixado apenas o necessário para os testes e a espaçonave será lançada pelo foguete H2A 1024. Seu peso no lançamento será de apenas 14 toneladas.

Em comparação com o ônibus espacial americano, as várias versões testadas no projeto HOPE eram de dimensões muito menores, além de serem totalmente automatizadas, não possuindo espaço para transporte humano nas primeiras versões. O módulo que está sendo construído atualmente, o HOPE-X da imagem acima, continua sendo pequeno por redução de peso e consequentemente, diminuição de gastos. Caso chegue a ser concluído, o atual ônibus espacial Japonês, terá espaço para 3 ocupantes.


Detalhes adicionais:

Os acidentes e a revisão do projeto
Em 1998 e 1999 a Agência Nacional de Desenvolvimento Espacial do Japão foi perseguida por sucessivos fracassos com os lançamentos dos foguetes H-II, culminando no congelamento do projeto para uma revisão total em agosto de 2000.
Foi abandonado os lançamentos dos foguetes H-II e foi iniciado o desenvolvimento e a construção com força total do foguete H-IIA. Houve a paralisação do desenvolvimento do foguete de pequeno porte J-I e também foi congelado o projeto de uma nave funcional HOPE. Foi anunciado que mesmo assim, iriam continuar realizando experimentos aeroespaciais.

J-I

A NASDA sempre afirmou que não se tratava de um cancelamento, no entanto, vendo o cenário que se estendeu em seguida, o mais correto era pensar que naquele momento, o desenvolvimento fora completamente cancelado.
O Laboratório de Ciência Espacial (ISAS) lançou com o foguete H-IIA em fevereiro de 2002, o veículo de re-entrada DASH, mas pela incapacidade de se separar da carenagem por erros no projeto, o experimento foi interrompido.

DASH

Em julho daquele ano, a aeronave supersônica experimental SST foi testada em Woomera, no entanto, por erro no projeto, o módulo se desprende e cai do foguete logo após o lançamento, danificando seriamente o aparelho (A ISAS após a integração com a JAXA, teve experiências bem sucedidas. imagens abaixo).

SST


Em fevereiro de 2000 o foguete da ISAS, o M-V causou uma combustão anormal, fracassando em colocar em órbita o satélite ASTRO-E.
Cada acidente não está diretamente associado, mas o desenvolvimento, as reformas estruturais e a atualização tecnológica espacial se tornaram um imenso desafio.

ASTRO-E

Mais um detalhe adicional

A redução de gastos contou com soluções mirabolantes, como testar cerâmicas parecidas com a de vasos tradicionais, como capa térmica fixada na "barriga" da espaçonave, no qual, o modelo Americano da NASA teve altos gastos em desenvolvimento, já no sistema Japonês, surpreendentemente, eles trataram de convocar artesãos e empresas de cerâmica tradicional, para desenvolverem inicialmente uma levíssima e resistente capa com base em uma mistura de argila e flocos de isopor, mais tarde o composto foi modificado para argila, fibra de cerâmica e partículas de alumínio.


Essa capa composta por blocos semelhantes a tijolos super leves, é capaz de suportar altíssimas temperaturas, como o da reentrada na atmosfera terrestre, comprovando que essa técnica, inicialmente muito semelhante a de criar vasos tradicionais, funciona aparentemente bem a um custo muito baixo.

Em janeiro de 2013, um foguete HII-A foi lançado com sucesso da base de lançamentos em Tanegashima...


...Levando um satélite radar para captura de informação. No mais, tudo foi coberto por um véu de segredo como diz a anunciante no vídeo abaixo. 


Como disse no início deste post, o tema é muito extenso para se resumir em um único post...Riso For Talvez o rusmea.com, mostre cada um destes e de outros veículos com mais propriedade em futuras postagens. Riso For

Abrax^^


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4 comentários:

carlos disse...

em quanto isso no brasil.......

Rusmea R. M. disse...


Pois é...

Dá uma vontade imensa de se mandar para o espaço onde não há políticos...AINDA!¬¬'

Abrax^^

Marçal Fujibayashi disse...

Não queremos copa e não queremos foguete... só se for para mandar políticos definitivamente pro espaço... e que não voltem mais... kkkkkkkkkkkkkk

Rusmea R. M. disse...


kkkkkkkkkkkkk^^

Abrax^^