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quarta-feira, junho 26

O submarino Vesikko

Fonte 


Cupinchas! Riso For 
Quando eu vi uma imagem deste submarino rosa em um site Japonês de lugares abandonados, eu saí desvairado e babando à procura de informações sobre o tal veículo, pensando que pudesse ser uma dessas ruínas...Riso For
Mas não. Riso For  O Vesikko, foi um guerreiro na Segunda Guerra, quase foi desmantelado, acabou sendo comprado por seus antigos tripulantes, restaurado e hoje é um museu na Finlândia. Riso For 
Procurei, mas não achei a razão de o terem pintado de rosa...Riso For

Update: O leitor Bruno Correia via facebook, fez a seguinte observação sobre a cor rosa do Vesikko:

"Pintado de rosa? Isso tá com cara de que era um vermelho que desbotou."

E o leitor anônimo nos brindou com esta deliciosa informação nos comentários:

"Olá, muito legal sua matéria, mas sobre a cor rosa do submarino a explicação é a seguinte: na verdade todo navio é pintado com uma tinta especial abaixo da "linha dágua" essa tinta é uma espécie de veneno que evita que cresçam as "cracas" ou uma espécie de coral que adora se fixar em cascos de barcos e navios que aumentam o peso e tiram a hidrodinâmica, tornando a embarcação mais lenta e gastadora de combustível. Normalmente esta tinta é de cor vermelha, mas com o tempo ela desbota e torna-se "rosa" como vc disse, principalmente se ficar fora dágua."

Muito obrigado pela participação^^

Abrax^^

Segue adaptação:


"O Vesikko foi um submarino da Armada finlandesa. Desenhado como projeto IvS 179 nos estaleiros holandeses e construído entre 1931 e 1933 pelo estaleiro Crichton-Vulcan em Turku , Finlândia. Designado como o protótipo CV-707, era um derivado direto do Alemão typ UB F. Entre os anos 1933 e 1934 a marinha alemã levou a cabo provas e ensaios de todo o tipo com o submarino na zona do arquipélago de Turku.


Os estaleiros Vulcan-Werke Hamburg und Stettin AG e os dois pertencentes à assinatura Krupp: Germaniawerft , em Kiel, e AG Weser, em Bremen, com o apoio da Reichmarine, tinham radicado na localidade holandesa de Feyenoord, um estaleiro denominado Ingenieurskantoor voor Scheepsbouw (IvS), para driblar as limitações impostas pelo artigo 191 do Tratado de Versalhes, referentes à proibição de construção e uso de submarinos pela Alemanha.


E com o objetivo de conseguir com técnicos alemães, experiência e projetos avançados de armas submarinas Alemãs, que pudessem ser utilizadas uma vez fossem revogadas as restrições impostas. Dito estaleiro se dedicou a construir e desenhar submarinos de desenho alemão para diversas marinhas.


A origem deste submarino foi baseado nas necessidades da marinha Alemã. Além de submarinos oceânicos, a Reichsmarine precisava de um tipo costeiro mais pequeno, totalmente novo que pudessem utilizar também para treinamento. Os Alemães entraram em contato com os estaleiros finlandeses Crichton-Vulcan com o objetivo de construir um novo tipo de protótipo. Após obter a permissão do governo Finlandês, o estaleiro formalizou um contrato para a construção de um submarino designado CV 707 em 1931. Durante os verões de 1933 e 1934, a marinha alemã fez provas e exercícios em águas Finlandesas.


Comandado por um oficial alemão, e tripulado por experientes submarinistas alemães membros da Ou-boot-Abwehrschule de Kiel, mas, sob a supervisão de um oficial engenheiro de submarinos Finlandês. As provas incluíram entre outras coisas, lançamentos com os primeiros torpedos typ E, (construídos com a assinatura de Julius Pintsch, o torpedo possuía um motor de 120 CV capaz de percorrer 4.000 m a 30 nós e um carga explosiva de 300 kg). As provas terminaram oficialmente em 4 de agosto de 1934.


Os alemães aceitaram o CV 707 como um protótipo do futuro typ IIA. Durante 1935-36 a Deutsche Werke AG de Kiel construiu seis unidades quase idênticas designadas  typ IIA (Ou 1-6) para a armada Alemã, agora chamada de Kriegsmarine. O contrato entre IvS e Crichton Vulcan fazia possível comprar o CV 707 para a Armada finlandesa. Lamentavelmente os fundos da marinha eram escassos e não foi até o verão de 1935 quando pôde navegar neste submarino uma tripulação finlandesa.


No dia 1 de abril de 1936, foi agregado à Soumenlahden Sekellusvenelaivueen (SuvLv) (arma submarina finesa), que lhe mudou o nome para Vesikko. Foi este, um dos cinco submarinos que serviam naqueles momentos na marinha finlandesa. Os outros quatro foram os três maiores da Classe Vetehinen , os Vetehinen, Vesihiisi e Iku-Turso (os nomes destas unidades provinham de espíritos das águas da epopeia nacional finlandesa Kalevala), e o pequeno Saukko (lontra em finés). A palavra 'vesikko' é o nome Finlandês para a doninha-europeia.


Como outros submarinos da Armada finlandesa, patrulhou no golfo da Finlândia durante a Guerra de Inverno (Talvisota em finlandês) contra a frota soviética do Báltico. No dia 1 e no dia 19 de dezembro de 1939, o Vesikko junto ao Vesihiisi tentou atacar o cruzeiro pesado Kirov e o encouraçado Marat, os quais tinham sofrido danos pelas baterias costeiras finlandesas.


Mais tarde foi enviado às imediações das ilhas Koivisto, com o fim de defender as baterias costeiras ali colocadas, contra os ataques de navios soviéticos. Durante a Guerra da Continuação, o Vesikko seguiu realizando patrulhas, mas teve poucos objetivos de oportunidade devido aos extensos campos de minas colocados pelas forças finlandesas e alemãs na metade oriental do golfo da Finlândia, que essencialmente bloqueou os navios da União Soviética em seus portos.


No entanto, em 3 de julho de 1941, o Vesikko partindo de sua base de Kirkonmaa conseguiu afundar o barco mercante soviético Vyborg (de 4.100 tn) à leste de Suursaari com um torpedo. A partir de junho de 1942 patrulhou a zona Helsinki-Tallin sem resultados até princípios de dezembro que junto aos demais submarinos finlandeses permaneceu em dique seco submetido a reparos e devido à escassez de peças de reposição, esteve ali até princípios do verão de 1943.


Quando esteve pronto se dedicou a manobras de treinamento. A partir de junho de 1944 realizou patrulhas no setor das ilhas Koivisto e na baía de Vyborg . Em 4 de setembro de 1944 entrou em vigor o armistício com a União Soviética e junto com os resto dos submarinos, se dirigiu a Emäsalo, no entanto, para evitar cair em mãos Alemãs, a frota foi transladada para a área de Nauvo , permanecendo em estado de combate. A partir de 19 de setembro foram transladados aos diques de Turku, onde o último chegou em outubro.


Após a guerra, foi confiscado e desarmado.
Devido às clausulas do Tratado de Paris de 1947, que proibiu a Finlândia de possuir submarinos, foram vendidos a uma empresa belga para desmantelamento na década de 1950, exceto o Vesikko que permaneceu encalhado durante oito anos. Mais tarde foi acondicionado para ser vendido a qualquer que estivesse disposto a comprá-lo.


Antigos tripulantes do submarino conseguiram os fundos necessários para resgatá-lo e restaurá-lo em 1959. Atualmente o submarino encontra-se em Susisaari, na ilha de Suomenlinna. Convertido em submarino-museu desde 1973 e parte do Museu Militar da Finlândia, o Vesikko é o último submarino de tipo II que existe no mundo."


















Vídeos




Muito lindo né?Riso For

Abrax^^

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5 comentários:

Anônimo disse...

Muito boa a materia sobre esse submarino, parabens :)

Rusmea R. M. disse...


Obrigado^^

Abrax^^

Anônimo disse...

Olá, muito legal sua matéria, mas sobre a cor rosa do submarino a explicação é a seguinte: na verdade todo navio é pintado com uma tinta especial abaixo da "linha dágua" essa tinta é uma espécie de veneno que evita que cresçam as "cracas" ou uma espécie de coral que adora se fixar em cascos de barcos e navios que aumentam o peso e tiram a hidrodinâmica, tornando a embarcação mais lenta e gastadora de combustível. Normalmente esta tinta é de cor vermelha, mas com o tempo ela desbota e torna-se "rosa" como vc disse, principalmente se ficar fora dágua.

Rusmea R. M. disse...


Nossa!^^

Muito obrigado pela explicação!^^

Abrax^^

Sergio Brito disse...

Comumente chamada "tinta envenenada" entre os marítimos, mais tecnicamente denominada como tinta anti-incrustantante ou "anti-fouling" no idioma inglês, trata-se de uma tinta à base de componentes agressivos aos micro-organismos marinhos ( cracas, algas, limo ) que com o tempo costumam aderir às chamadas "obras vivas" ( parte imersa ) de qualquer embarcação, prejudicando seu deslocamento pelo aumento da resistência hidrodinâmica. Produzida originalmente na cor vermelha, na atualidade é oferecida em outras diferentes cores, conforme o aspecto estético desejado na embarcação.