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terça-feira, março 5

Ambulatório-S - para sempre na eternidade do tempo

Fonte Fonte Fonte Fonte
Cupinchas! Riso For 
Hoje eu compartilho um outro lugar abandonado pra gente explorar! Riso For
Do mesmo autor da postagem sobre o complexo de túneis de Chiba, o kayaku-ko - o lugar que o tempo esqueceu, Porém, com imagens adicionais, vindas de outros sites que também exploraram o local. Riso For 
Desta vez se trata de um "ambulatório para o povo" criado pelo governo Japonês e abandonado desde a Segunda Guerra Mundial. Riso For
É um mistério que os manolos das várias fontes estiveram no mesmo lugar, mas praticamente não moveram nada do lugar, deixando tudo como sempre esteve. Riso For

Banzai!Riso For

Segue adaptação:




"Por mais que essas ruínas eram inicialmente ocultadas sob a alcunha de 'Ambulatório-S', o lugar ficou tão famoso que aparece no alto de qualquer pesquisa na web Japan.
Antigamente este ambulatório era um lugar abandonado repleto de enigmas, a começar pelo imenso esforço para se obter alguma informação sobre a sua misteriosa localização.


A razão para esse lugar abandonado ser apresentado ainda hoje pelo nome de 'Ambulatório-S', é devido a que essas ruínas já são tão conhecidas por esse 'apelido', que o nome pegou de modo natural.
O ambulatório-S foi deixado de ser usado em plena Segunda Guerra Mundial, isso quer dizer que antes da guerra, esse lugar teve uma história intensa e importante.



Devido a sua localização geográfica, o prédio está muito bem escondido, não sendo nada fácil encontrá-lo mesmo hoje em dia.
Os primeiros aficionados por lugares abandonados a encontrar o ambulatório, piraram o cabeção com a valiosa descoberta.

Porém, das vezes que visitei o local, notei que o prédio de madeira estava cada vez mais avançando para o colapso em sua degradação natural.
Na última vez que estive lá, o estado do prédio me fez refletir, que dentro de uns 10 anos a construção irá desmoronar completamente, levando consigo na sua destruição, mais um fragmento importante da memória desse país.


Assim sendo, enquanto é possível, lhes apresento o 'Ambulatório-S'




Como podem ver pelas imagens, o prédio é marcado pelo tempo de existência.
Construções como esta, que a primeira vista aparentam ser uma casa velha qualquer, e que só entrando é que se descobre se tratar de um ambulatório utilizado na época da guerra, somam vários espalhados pelo Japão.

É impressionante que uma construção de madeira tão frágil, tenha suportado as forças da natureza por mais de 60 anos.

No entanto, se aproxima o momento do seu colapso total sob o peso dos últimos anos.

Por dentro, logo na entrada, as letras de 'recepção' se destacam.

Recepção...

Janela para entrega de remédios...








(Ainda hoje em dia, os hospitais e clínicas em muitos lugares no Japão, seguem um modelo de atendimento e entrega de remédios parecido com este. NDT)

Naquele tempo, provavelmente os pacientes aguardavam a serem atendidos, sentados em cadeiras como esta.

Não se sabe porquê mas, ruínas de ambulatórios e hospitais como este, são repletos de objetos utilizados no passado, que hoje se apresentam a nós como fragmentos de informações que estiveram aprisionados por uma cápsula do tempo.

Por mais que se trate de uma pequena ruína abandonada, o lugar transborda de charme.


As imagens mostram alguns instrumentos médicos.











Encontro uma boneca esquecida, como se estivesse sustentando o olhar em minha direção.



Aqui está o coração desta ruína.
Neste lugar eram organizados meticulosamente os remédios utilizados na época.










(Kalium Bromatum é um "remédio" homeopático NDT)

Assim é por trás da recepção que mostrei logo no começo.

Chega a causar uma emoção, encontrar tantas coisas abandonadas.


Naquele tempo, esta pequena clínica fornecia o atendimento médico de toda a região.
Este local que defendeu tantas vidas, agora é injustamente um lugar semi-destruído e abandonado.
(Hydrargyrum Salicylicum ou Mercurius salicylicus na imagem acima. Acho...NDT.)

Cartas e uma lanterna de papel. Restaram várias coisas utilizadas no dia a dia daquele tempo.
(A imagem acima mostra uma lanterna de papel, que ainda era muito utilizada na época da guerra. Hoje em dia se vê mais em santuários e em datas comemorativas. Chochin NDT.)

Mesmo as coisas mais pequenas possuem fragmentos de memória e história, por mais que não tenham utilidade hoje em dia, houve tempos em que eram imprescindíveis...

Por isso é preciso preservar prédios históricos, justamente para não perder essas lembranças.

Sem que ninguém se importasse, as intempéries e o abandono condenaram este lugar ao seu momento final e o significado do tempo, da memória e da história de mais este lugar, desaparecerão para sempre.

O quarto que mostrei antes era o de tratamento de doentes, já este aqui era uma área de moradia da construção. Como podem ver, o teto desmoronou deixando este panorama.

O segundo andar...

É um pouco difícil de perceber pela imagem mas, do segundo andar se vê que a escada parece querer se desmanchar. Logo não será mais possível aceder aqui.

Este andar inteiro era utilizado como moradia.

Uma cadeira solitária...

...tomando os cálidos raios de sol da janela.

Vista de outro ângulo

O quarto dos fundos.


A cama está feita e os objetos estão dispersas pela habitação.
(É hábito no Japão deixar a cama arrumada com tudo dobrado logo ao acordar...A cena causa estranheza... NDT.)


Fiquei chocado ao ver este cenário.
Da outra vez que estive aqui, a área não estava destruída assim...
Esta é uma prova de que o lugar está caminhando para a 'morte' certa...

No piso há várias revistas e livros.




Os jornais, revistas e livros, parecem transmitir uma importante mensagem das lembranças daquele tempo. Uma atmosfera longínqua que só pode ser avaliada hoje em dia, através deste meio de armazenamento de informação.
Ao refletir, sinto uma lástima profunda por essas coisas que também deixarão de existir, junto com toda a construção.

No entanto, esse é o progresso da natureza. Algo que nasce, logo desaparecerá e ninguém pode deter o curso desse evento inevitável.

Talvez não seja correto sentir pena ou tristeza pela aplicação das leis da natureza...
Reflexões finais do autor da exploração. 

Sempre que vejo ruínas desaparecendo como esta, eu sinto como se um grande amigo estivesse morrendo...

Um dia, as pessoas deixarão de existir através da morte. O que acontece depois, só morrendo para saber. Apesar de que existem pessoas que pensam em céu ou inferno...


Porém, em um futuro muito, muito distante onde nem mesmo esses pensamentos alcancem, chegará o dia em que a terra e até mesmo o universo deixarão de existir...
Nesse tempo futuro, o que será das nossas lembranças, o que será da nossa história?


Será que nossa memória se extinguirá nas brumas da escuridão, caindo na inexistência completa?
Se for assim, essa será a legítima morte...


Não só as pessoas, mas tudo o que existe, ao desaparecer da memória, tem a 'morte' verdadeira decretada.
No entanto, enquanto houver alguém ciente da existência das coisas, a vida continuará...


Mas o que será deste ambulatório?
Após a sua destruição e inexistência completa, será que alguém irá se lembrar dele?
A nossa geração talvez...


Mas a próxima geração e as outras que estão por vir, com certeza esquecerão que um dia ele existiu...
Quando ele desaparecer da memória das pessoas, este lugar 'morrerá'...

As pessoas também...

Por isso eu trato de manter o registro dessas lembranças.

Mas eu penso...

Que seria tão bom, poder viver para sempre na eternidade do tempo..."

Nota: com alguma pesquisa, descobri que essas ruínas são do Ambulatório da vila Suhara, localizado na Prefeitura de Gifu.
Porém, o local exato não foi divulgado por nenhuma das fontes citadas nesta postagem.

Abrax


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6 comentários:

Anônimo disse...

Nossa muito legal a materia

tambem acho bacana esses lugares abandonados pelo mundo.

Vivi uma epoca no japão em Hamamatsu tinha um tunel abandonado , mas não tive oportunidade de conferir...

Otimo Blog Abrax

Noite Sinistra disse...

Cara adorei essa postagem...A tempos no meu blog eu fiz uma postagem sobre uma casa com fama de assombrada na cidade em que eu moro atualmente (Cruzeiro do Sul - RS). Eu fui até o local tirar algumas fotos e tals, foi muito massa...Agora eu imagino o povo que fez essas fotos que vc postou...eles devem ter se borrado (no bom sentido). Ainda mais os que "redescobriram" o lugar. Show de bola...

Rusmea R. M. disse...


Sério Noite?!OO'

Cadê?!OO (Vou procurar^^)

Neste post eu viajei legal com os objetos encontrados^^

Abrax^^

Rusmea R. M. disse...


Arigatou anonimo^^

Volte sempre^^

Abrax^^

Rodrigo Barros disse...

Os pensamentos e devaneios do explorador são os mesmos que o meu, sinto pena de ver um lugar abandonado e que vai desaparecer como este. Na minha humilde opinião, não tem como salvar, destrói de uma vez, e como falou a Érika Sales, tem documentos importantes ali, parte da história que poderia ser salvo, então guarda num lugar seguro, mostrar para novas gerações a importância que tal local teve.

No livro que irei fazer, quando o personagem percebe que não pode fazer nada pelo local, ele simplesmente, com seus meios disponíveis, salva o que tem de salvar, tira várias fotos, de todos os ângulos, direções, de dia e a noite, enfim, para fazer um álbum completo, entregando aquilo a uma pessoa ou museu, pois mesmo que a história tenha se perdido fisicamente (a construção abandonada), pelo menos ela permaneceu fisicamente na memória (álbum de fotografias).

Rusmea R. M. disse...


Exatamente Rodrigo^^

É difícil não sentir empatia pelas reflexões e preocupações do explorador e realmente, o ideal seria manter tais lugares, mas na impossibilidade, o registro em imagens, documentos, itens preservados e de repente, até maquetes, deveriam ser reunidos em algum museu ou similar...
Já que não se pode salvar um lugar desses, pelo menos se deve registrar o melhor possível...

E dizer que esses exploradores, podem até ser presos por invadirem locais assim...Mas se não fosse graças aos seus registros informais, quando poderíamos saber e apreciar tais cápsulas do tempo?

Grande abrax^^