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quarta-feira, janeiro 30

Taro e Jiro - os heróis da Antártida

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Honoráveis cupinchas! Riso For 
Hoje compartilho esta história sobre os cachorros deixados na Antártida e que sobreviveram por um ano, se tornando heróis! Riso For 
E estou dando a triste notícia de que vou estar meio impedido de postar aqui no blog, até a reformatação dos meus PCs...
Riso For 

Segue:


Em Novembro de 1956 A primeira unidade de exploradores da Antártida formada por 53 membros e 22 cães dentre eles Taro e Jiro, partem da baía de Tóquio rumo a base Showa na Antártida.
Nascidos em Hokkaido, os cães eram da raça Husky Sakhalin (conhecido como Karafuto-ken no Japão) e foram escolhidos por sua força e resistência.



A expedição alcançou o Pólo Sul em 1957, depois que os cientistas estabeleceram a base Showa e permaneceram no local durante o inverno.
Em Fevereiro de 1958 o navio Sôya, retorna aos mares Antárticos, trazendo um nova equipe para revesar com a primeira unidade. Porém o navio ficou preso no gelo durante uma tempestade.



A forte tormenta causou a evacuação de emergência da base, que foi feita utilizando um pequeno carro para  neve e com tanta pressa que só os cientistas escaparam, deixando para trás 15 cães presos por coleiras na base.
No navio, eles esperaram o máximo que podiam a melhora do tempo para resgatar os cães, mas como o navio em si estava correndo perigo sob a tempestade, foi cancelado o revesamento e o desembarque da segunda unidade. 



Desistem então, de resgatar os 15 cães restantes e os dão como mortos.
Pelo abandono desses cães, a equipe de exploradores sofreu com o próprio sentimento de culpa e tiveram que suportar as críticas e a reprovação da opinião pública naquela época.
Em Julho do mesmo ano, uma estátua é erigida em Osaka para homenagear os 15 cães heróis da Antártida.

Taro e Jiro antes do episódio


No entanto, um ano depois, uma nova equipe volta a Antártida e no dia 14 de Janeiro de 1959, o helicóptero da terceira unidade de exploração, avista a dois cães próximos da base Showa. 
Ao aterrissar, os cães se aproximam do piloto e este nota que eles haviam crescido, desenvolvido um pelo grosso e estavam irreconhecíveis.

Taro e Jiro quando são encontrados

Imediatamente, avisam o membro Kitamura que participou da primeira expedição e este ao chegar, chama os cães pelo nome, que de início estavam um pouco arredios, até que ao pronunciar os Nomes Taro e Jiro, os cães reagem contentes. Comprovando a sobrevivência dos dois irmãos por um ano no continente gelado.


Na base, foram encontrados os corpos de 7 cachorros mortos pelo frio, ainda presos pelas correntes, os outros 6 não foram encontrados.
As rações dos cães na base estavam intactas e os corpos dos cães mortos não foram tocados, no que se supõe que tenham sobrevivido durante um ano, caçando e se alimentando de pinguins e de focas. Durante a terceira estadia de inverno, Kitamura testemunha a Taro e Jiro capturarem um pinguim atuando em conjunto.

Notícia em jornal da época sobre a sobrevivência milagrosa dos cães

O resgate de Taro e Jiro impactou e emocionou o Japão e através da associação de prevenção contra a crueldade dos animais, foram erigidas estátuas dos 15 heróis na base da torre de Tóquio, recém construída na época. 
(pelo escultor Ando, ​​criador da estátua do cão fiel Hachiko que deu origem a produção cinematográfica, sempre ao seu lado.  NDT)

Estátuas dos heróis na torre de Tóquio

Taro participa ainda da quarta expedição e após voltar ao Japão, fica de 1961 até 1979 aos cuidados do jardim botânico da universidade de Hokkaido morrendo por idade no dia 11 e agosto de 1970 com 14 anos e 7 meses. Seu corpo é empalhado na mesma universidade e colocado a exposição. Taro deixa uma prole de filhos e netos que estão espalhados por todo o Japão.

Jiro

Jiro também participa da quarta expedição mas no dia 9 de Julho de 1960, aos 5 anos, ele morre por doença na base Showa na Antártida. Ele também foi empalhado com muita dificuldade pelos danos provocados pela doença, e pela dificuldade no transporte e esteve em exposição no museu de ciência nacional do Japão em Ueno.

Os dois empalhados e em exposição atualmente

Esses heróis da Antártida inspiraram o filme "Nankyouku Monogatari" literalmente "Uma história na Antártida" de 1983 (Recomendadíssimo! Riso For Além de ser um belo filme, a trilha sonora composta por Vangelis é um show a parte Riso For ) o que reascendeu o interesse do público criando um movimento para que os restos dos 2 irmãos ficassem juntos.
Finalmente em 1998 Taro e Jiro ficam em exibição no Museu de ciência e da juventude em Wakkanai.
Em 2006 a Disney faz um remake do filme original e relança com o nome de "Eight Below" (resgate abaixo de zero)

Estátuas em homenagem aos cães


Em várias cidades Japonesas existem monumentos para lembrar a sua façanha, além de canções, selos e até uma moeda comemorativa. 
Se pode afirmar que são os cachorros mais famosos do Japão.

Moeda comemorativa




Selo comemorativo



Detalhes adicionais:

Os cães da raça Karafuto-ken sofriam com o calor, principalmente por terem de atravessar a calorosa linha do Ecuador, por esse motivo, o navio explorador Sôya contava com uma sala refrigerada especialmente preparada para a matilha.

O navio Sôya

Nessa primeira expedição a Antártida, dos 22 cães, 3 voltaram no mesmo navio ao Japão por doença e os 19 restantes ficaram para a primeira invernada de 1957 na Antártida como cães de trenó.
Durante a estadia com a equipe, 2 cachorros morrem por doença, 1 foi dado como desaparecido e ainda, a cadela Shiroko dá a luz a 8 filhotes de Jirou na base.


Shiroko e seus filhotes foram salvos ao abandonarem a base no momento da emergência, porque o piloto do carro de neve decide jogar fora uma parte do combustível proporcional ao peso dos cachorros.


Os cachorros que foram encontrados acorrentados e mortos na base, se chamavam Goro, Pesu, Moku, Aka, Kuma, Kuro e Pochi.
Os 6 cães que se soltaram e desapareceram se chamavam Riki, Anko, Shiro, Jakku, Furen no Kuma e Deri.



Taro e Jiro tinham um Irmão chamado Saburo. Não se sabe muito sobre ele.
O artigo da Wikipédia em Japonês diz que os cães teriam se alimentado de pinguins e esterco de focas, podendo ser verdade, erro de transcrição ou simples maldade do autor do texto.


Saindo um pouco da frieza das fontes, a história que eu soube quando estava no Japão, é que quase houve um motim no navio, visando o resgate dos cachorros após a evacuação da base Showa.
Onde o capitão do navio lhes dá a escolha: Ou eles ou os cães.
No silêncio de uma resposta que não veio da equipe de cientistas, o capitão entrega as dinamites para soltarem o navio do gelo.


No treinamento dos cães o geofísico Taiichi Kitamura percebe que os cães aprendem melhor com palavras do que com surras, e nota que principalmente os irmãos Taro e Jiro eram exímios em se libertar de coleiras.


Atualmente, não é permitido levar cães para expedições na Antártida.

Achei o filme de 1983 completo no youtube com legendas em Inglês:



E a produção de 2006


Abrax^^

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Um comentário:

Anônimo disse...

Poxa que Lindo. Assisti o Filme resgaste Abaixo de zero e me emocionei Muito *-*. Ótima postagem. Parabéns