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terça-feira, janeiro 22

O fogo e os ossos da guerra...

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Soldados do exército Japonês e habitantes civis de Okinawa se ocultaram em cavernas sob o ataque da artilharia Norte-Americana...

Os Norte-Americanos, além de artilharia pesada, jogaram granadas e atacaram com lança-chamas aqueles improvisados abrigos subterrâneos, que calcitrou e sepultou naquele lugar, os que resistiram a ocupação de 1945.


Na imagem da entrada da caverna abaixo, a marca escura deixada pelo fogo dos lança-chamas resiste até os dias de hoje.


Em Okinawa existia uma grande população, e as baixas civis na batalha foram no mínimo de 130 mil. As baixas Norte-Americanas foram mais de 72 mil, das quais, 15 mil e 900 pessoas foram mortas ou dadas como desaparecidas, o dobro de Iwo Jima e Guadalcanal juntas.


Riso For Peço perdão pela breve e brusca introdução a este assunto que há tanto tempo, ecoa pela história e somente agora está tendo o seu devido reconhecimento:
A procura e coleta de ossos de milhares de habitantes de Okinawa, que tiveram as cavernas em que se abrigaram como suas sepulturas por mais de 60 anos...


O alpinista e ativista ambiental Ken Noguchi, promove um movimento de exploração a essas cavernas para coleta, registro e posterior funeral dos restos mortais. Não sendo nem o pioneiro e nem o único a dar o devido fim a memória desses mortos, mas sendo o de maior influência atualmente.


Ken Noguchi na imagem acima, lembro dele batalhando como ativista ambiental, tentando conscientizar as pessoas a jamais jogar lixo na natureza, principalmente em montanhas congeladas onde o lixo orgânico não se decompõe...


A razão que motivou o alpinista a recolher os ossos dessas vítimas é bem simples:
"Sinto culpa por estar vivo." Segundo o alpinista, era o que seu Avô dizia quando ele era criança.
O sentimento de culpa por estar vivo acompanhou o velho soldado por toda a vida ao sobreviver as operações na Birmânia, local onde deixou muitos companheiros para trás e lá jazem até hoje restos mortais deles.




"Hoje os locais de trabalho serão na cidade de Itoman e Yaese. O primeiro foi um hospital de campo. Segundo os arquivos, chegou a abrigar 1000 pacientes. E para cada 1000, havia de 1 a 2 médicos para atendê-los. Quando eu entrei nessa caverna pela primeira vez, senti um ar pesado e cheguei a sentir a aura do lugar. Após a conclusão das atividades, fiquei sabendo que na época, os doentes precisaram abandonar o local após o...


Uma reverência e uma ligeira prece...


...desembarque dos Norte-Americanos mas, aqueles pacientes que não podiam se mover por contra própria, lhes foram ministrados doses de cianeto. E ainda aqueles que não morriam com o veneno, eram mortos então com tiros de pistola ou fuzil. Como se não bastasse, colocaram a força, a suspeita de espionagem sobre algumas enfermeiras, no qual foram assassinadas com disparos também." Palavras de  Ken Noguchi.


Esse grupo de exploradores informais, conta com uma diversificada faixa etária, com o mais jovem tendo 16 anos e a maioria de aficionados em exploração e fãs de Noguchi, na faixa de 20 a 30 anos. Perguntando porque uma jovem estudante decidiu participar ela responde:
"Vi a sua página na internet e li o seu livro. Levei um susto pois, não fazia ideia dessa realidade. Estudei então o assunto e quando vi a publicação no seu site, organizando a atividade, eu me inscrevi."


Calcula-se que nessa lona estejam os ossos de seis pessoas...



Outra estudante responde: "Não sei muito de história, mas quando soube dessa atividade, senti que precisava participar."
Quem vem de fora, precisa pagar as passagens de avião, hotel etc. chegando a gastar cerca de 100 mil Ienes (Aprox. 2000 Reais) Um outro estudante disse:
"Quando soube pelo site, juntei dinheiro fazendo uns bicos. Estou em Okinawa pela primeira vez."




A guerra não deveria ser tratada como um tabu pela sociedade, somente conhecendo os seus fatos é que se pode evitar de repeti-los. Principalmente pelas escolas Japonesas, que por falta de "provas" omite a torto e a direito as atrocidades cometidas pelo exército Imperial. E ainda mais! Chega a ser comum professores se esquivando desses assuntos. Um conhecimento importante que deveria fazer parte de cada membro de uma nação que viveu a guerra com tanta intensidade.



Noguchi reflete se faria o mesmo que esses participantes quando mais jovem, cheio de sonhos e estando com um pé no Himalaya...Pensando nisso ele se enche de admiração e conclui: "Mesmo sendo essa sociedade em que vivemos, ela ainda tem salvação"


Os restos são levados até o Monumento Nacional da batalha de Okinawa, onde lá são cremados após uma cerimônia.




O grupo de piedosos participantes:


Riso ForEste material sobre a coleta de restos mortais da segunda guerra é muito, muito extenso...
Eu não teria como mostrar de modo adequado em uma única postagem todos os principais detalhes, empecilhos e curiosidades.
Por esta razão, apenas apresento o tema hoje mas, assim que puder, eu volto a escrever sobre o assunto.

Abrax...


Um oferecimento de:
Noite Sinistra 
Noite sinistra


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2 comentários:

Anônimo disse...

tenho pena de algumas pessoas principalmente crianças,idosos e mulheres.
mas olhe oque os japoneses fizeram em nanquin na china.ataram bem mais e com mais crueldades

Rusmea R. M. disse...


Sim Anônimo...

O massacre de Nanquin, a unidade 731 entre outros crimes monstruosos cometidos pela força imperial do Japão na guerra são insuportáveis e imperdoáveis.

Tenho, temos, pena de todo inocente que sofra, não importa a época ou o lado de qual guerra ou situação seja.

Nos resta hoje, resolver o que fazer com esses ecos da guerra...

Abrax